Homem que matou colega em supermercado alega depressão e falta de medicação no dia do crime
Redação
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 20:59 | Atualizado há 4 meses
O Tribunal de Justiça de Goiás decidiu manter o investigado preso de forma preventiva
Durante audiência de custódia nesta sexta-feira (23/01), o jovem de 24 anos preso pelo assassinato da funcionária de supermercado Natasha Eduarda Alves de Sá, de 21, declarou que enfrenta depressão profunda e faz uso de medicamentos controlados. Segundo ele, não tomou a medicação no dia do crime após orientação médica.
O Tribunal de Justiça de Goiás decidiu manter o investigado preso de forma preventiva, após pedido do Ministério Público. A audiência ocorreu por chamada de vídeo e teve duração superior a 16 minutos, com participação da defesa. A decisão rejeitou o pedido de internação compulsória.
A defesa afirmou que o investigado tem deficiência intelectual, transtorno bipolar e síndrome pós-traumática. O advogado destacou que o jovem estudou até a 7ª série do ensino fundamental e já trabalhou como estoquista no mesmo supermercado onde ocorreu o crime.
Imagens de segurança mostram o momento em que o suspeito entra no estoque do supermercado, pega uma faca e segue até o local onde Natasha trabalhava. Antes do ataque, ele aborda a vítima e inicia uma breve conversa. Em seguida, desfere nove golpes.
De acordo com o delegado Bruno de Paula, uma testemunha afirmou que ouviu do próprio investigado que Natasha “não seria a primeira”, o que indica a intenção de cometer novos crimes. A Polícia Civil considera a possibilidade de vingança como motivação, após a vítima chamar a atenção do suspeito no ambiente de trabalho.
A polícia já ouviu testemunhas, o irmão do investigado e colheu outros depoimentos. O suspeito preferiu permanecer em silêncio. O inquérito segue em fase final e deve ser concluído nos próximos dias.
Foto: Reprodução