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Aporte milionário no Botafogo enfrenta entraves e expõe tensões internas

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14:12 | Atualizado há 6 meses

Aporte financeiro no Botafogo ainda depende de ajustes e aval institucional | Foto: Reprodução/Botafogo TV
Aporte financeiro no Botafogo ainda depende de ajustes e aval institucional | Foto: Reprodução/Botafogo TV

As negociações para a entrada de um novo aporte financeiro no Botafogo seguem em andamento, mas ainda envolvem entraves e discussões sensíveis. Controlador da SAF, John Textor reconheceu que o processo é complexo e exige cautela, sobretudo pelos valores envolvidos. A primeira etapa do investimento gira em torno de US$ 28 milhões, montante que corresponde a aproximadamente R$ 147 milhões.

O assunto ganhou intensidade após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense. Na ocasião, Textor se reuniu com o presidente do clube associativo, João Paulo Magalhães Lins, para tratar do cenário financeiro alvinegro. O Botafogo enfrenta dificuldades, como a manutenção do transfer ban, e busca garantias jurídicas e institucionais para viabilizar a liberação dos recursos.

Nos dias seguintes, as tratativas avançaram com novos encontros, incluindo uma reunião em São Paulo com representantes do banco BTG Pactual. Apesar dos progressos, o processo ainda depende de ajustes finais. Internamente, a avaliação é de que a concordância formal do clube associativo representa a etapa decisiva para que o investimento seja concretizado.

Ao comentar o tema, Textor afirmou que a gestão da SAF está alinhada em relação à operação, mas reforçou que se trata de um financiamento estruturado e de longo alcance. Segundo ele, o objetivo não se limita a resolver problemas imediatos, como a janela de transferências ou o transfer ban, mas sim criar bases financeiras mais sólidas para que o Botafogo volte a competir em alto nível de forma sustentável.

O empresário também destacou a importância de consenso dentro da estrutura do clube. De acordo com Textor, investidores exigem segurança e transparência, o que passa pela aprovação de todas as partes envolvidas. Ele ressaltou que nenhum grupo estaria disposto a aportar recursos sem que haja pleno entendimento e respaldo institucional sobre os documentos e as razões do investimento.

Bastidores expõem tensão entre Textor e Thairo Arruda

Paralelamente às negociações, veio à tona um atrito nos bastidores entre John Textor e o CEO do Botafogo, Thairo Arruda. Os dois tiveram divergências sobre o formato do novo aporte, o que gerou um período de distanciamento e tensão interna. Textor, no entanto, assegura que o episódio foi superado, enquanto Thairo ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.

Segundo o acionista majoritário, o desentendimento ocorreu durante discussões mais intensas sobre a origem dos recursos e a estrutura do investimento. Textor frisou que debates fazem parte do processo, mas lembrou que a decisão final cabe a ele. O dirigente ainda destacou que a operação está inserida em uma estratégia mais ampla do grupo Eagle Football e não se restringe apenas à realidade financeira do Botafogo.


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