Cotidiano

Polícia aponta indícios de disparo de arma de fogo na morte de corretora em Caldas Novas

Léo Carvalho

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14:55 | Atualizado há 6 meses

Daiane Alves dos Santos, de 43 anos, foi vista pela última vez ao descer para o subsolo do prédio onde morava, pouco antes de desaparecer | Foto: Reprodução
Daiane Alves dos Santos, de 43 anos, foi vista pela última vez ao descer para o subsolo do prédio onde morava, pouco antes de desaparecer | Foto: Reprodução

A morte da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, de 43 anos, segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e ganhou novos contornos com indícios de que ela pode ter sido atingida por um disparo de arma de fogo. A conclusão depende de laudos periciais ainda em elaboração, considerados essenciais para esclarecer a dinâmica do crime.

O síndico do edifício onde Daiane morava, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso temporariamente como principal suspeito. Para a polícia, ele reuniria tanto a motivação quanto as condições para cometer o homicídio. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também está detido, investigado por possível interferência no andamento das apurações.

Segundo a PCGO, as investigações avançam com apoio da Polícia Técnico-Científica, mas detalhes adicionais não estão sendo divulgados para evitar prejuízos ao trabalho policial. Entre as diligências realizadas, está a apreensão do celular da vítima, que agora passa por análise técnica.

Tese da família

Representantes da família de Daiane afirmam que informações obtidas fora dos canais oficiais indicam a presença de um projétil alojado no crânio da corretora, hipótese que reforçaria a suspeita de homicídio por arma de fogo. Até então, apenas restos mortais haviam sido localizados, o que dificultou a identificação inicial do corpo.

A Polícia Científica explicou que, devido ao estado avançado de decomposição, o dente foi o único material viável para a coleta de DNA. O processo envolve tratamento químico e análise genética, com previsão de conclusão ainda nesta semana, etapa necessária para a liberação do corpo aos familiares.

Relembre o caso

A polícia também destaca que o histórico de conflitos entre Daiane e a administração do prédio é um dos eixos centrais da investigação. As divergências teriam se intensificado após a corretora assumir a gestão de seis apartamentos pertencentes à família, função que antes era exercida pelo síndico.

Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane entrando no elevador por volta das 19h do dia 17 de dezembro, descendo até o subsolo. Ela teria ido ao local após perceber que apenas seu apartamento estava sem energia elétrica. Minutos depois, outra moradora utilizou o elevador para o mesmo andar, mas não relatou nenhuma situação anormal. Para a polícia, o crime teria ocorrido nesse curto intervalo.

A PCGO apura ainda a possibilidade de que Daiane estivesse filmando a situação com o celular ao descer ao subsolo, o que pode ter provocado um confronto com o síndico. O corte seletivo de energia em apartamentos, segundo relatos, era uma prática recorrente da administração do prédio.

Enquanto os laudos não são finalizados, a polícia mantém os suspeitos presos temporariamente e trata o caso como prioridade, aguardando os resultados técnicos para definir os próximos passos da investigação.


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