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Datafolha: 37% querem afastamento de Mendonça e 34% defendem saída de Moraes

Léo Carvalho

Publicado em 14 de setembro de 2026 às 16:40 | Atualizado há 55 minutos

Pesquisa Datafolha mostra divisão entre brasileiros sobre possíveis medidas contra Alexandre de Moraes e André Mendonça | Foto: Antonio Augusto/STF
Pesquisa Datafolha mostra divisão entre brasileiros sobre possíveis medidas contra Alexandre de Moraes e André Mendonça | Foto: Antonio Augusto/STF

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro divide a opinião dos brasileiros sobre o futuro do magistrado na Corte. É o que mostra pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (12).

O levantamento indica que 34% dos entrevistados consideram que Moraes deveria deixar temporariamente o cargo para que uma investigação fosse realizada. Outros 28% defendem que o ministro seja submetido a um processo de impeachment no Senado.

A renúncia é apontada por 13% dos entrevistados como o caminho que deveria ser adotado. Na outra ponta, 7% dizem que nada deveria acontecer porque não identificam irregularidades nas mensagens, enquanto 5% consideram que nenhuma medida deveria ser tomada porque o vazamento das conversas ocorreu de forma ilegal. Outros 13% não souberam responder.

A pesquisa também avaliou a percepção dos entrevistados sobre André Mendonça. O afastamento temporário do ministro durante uma investigação é defendido por 37%. Já o impeachment tem apoio de 12%.

No caso de Mendonça, 25% afirmam que ele não cometeu irregularidades.

O posicionamento sobre os dois ministros muda significativamente de acordo com a preferência eleitoral dos entrevistados.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), metade, ou 50%, defende o impeachment de Alexandre de Moraes. Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esse índice é de 9%.

A avaliação sobre André Mendonça segue uma direção diferente. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 48% afirmam que o ministro não cometeu irregularidades. Já entre os eleitores de Lula, 49% defendem seu afastamento temporário.

Apesar da repercussão do episódio, a maioria dos entrevistados afirma que as informações sobre as mensagens não alteraram e não devem alterar sua escolha para a Presidência da República.

Segundo o Datafolha, 85% dizem que não mudaram nem pretendem mudar o voto por causa do caso. Outros 7% afirmam que mantiveram a escolha, mas ficaram em dúvida.

Apenas 4% dizem ter mudado de candidato depois de tomar conhecimento das conversas, enquanto outros 4% não souberam responder.

O levantamento também mediu quanto os brasileiros sabem sobre o episódio. Entre os entrevistados, 26% afirmam estar bem informados, enquanto 33% dizem estar mais ou menos informados. Outros 7% consideram estar mal informados. Já 32% afirmam não ter tomado conhecimento do caso e 2% não souberam responder.

O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 125 cidades brasileiras entre os dias 8 e 10 de setembro.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01833/2026.


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