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Maíra Valério lança o livro “Amarga” neste sábado na Feira Qui Qui Qui, em Goiânia

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 09:58 | Atualizado há 4 meses

A escritora e jornalista Maíra Valério lança o livro “Amarga” neste sábado (7), em Goiânia | Foto: Thaís Mallon
A escritora e jornalista Maíra Valério lança o livro “Amarga” neste sábado (7), em Goiânia | Foto: Thaís Mallon

A escritora e jornalista Maíra Valério lança, neste sábado (7), em Goiânia, o livro de poesia “Amarga”, vencedor do Prêmio Tato Literário na categoria poesia. O lançamento acontece durante a 2ª edição da Feira Qui Qui Qui de artes gráficas e publicações independentes, no Centro Cultural Octo Marques, a partir das 14h. O evento é gratuito e aberto ao público.

A obra aborda temas como solidão, trabalho, amor, trauma e a pressão pela felicidade em tempos de redes sociais. “É um soco nas facetas dentárias de resina que sorriem forçadamente pelas redes sociais, em meio ao caos e às tragédias”, define a autora. A epígrafe do livro traz um trecho de Hilda Hilst. “Só não existe amargura onde não existe o ser” que antecipa o tom do trabalho.

Dividido em cinco seções: “remela”, “vazio em full HD”, “mordendo a cutícula”, “indigestão” e “trabalhar pra morrer”, o livro constrói poemas a partir de imagens do cotidiano urbano e digital, com elementos recorrentes como comida, mãos, coração e olhos. “Ao trabalhar com um eu lírico assumidamente amargo, exagerado, ansioso e cansado, quis explorar o que não é considerado de ‘bom tom’ em uma sociedade de aparências”, afirma Maíra.

Capa do livro “Amarga”, de Maíra Valério, com ilustração assinada por Caio Gomez | Foto: Thaís Mallon

Nascida e criada em Brasília, a autora aponta a influência da capital federal em sua escrita. Em entrevista ao Jornal de Brasília, ela comenta: “Brasília é um paraíso artificial (…) que, ao mesmo tempo, esmaga as pessoas com toques de recolher e distâncias calculadas. Nascer e crescer aqui é uma experiência impressa na minha subjetividade”. Essa relação aparece nos versos que transitam entre o individual e o coletivo.

“Amarga” foi escrito majoritariamente a partir de 2022, em momentos fragmentados da rotina, como intervalos de trabalho, madrugadas e deslocamentos pela cidade. “Foi um livro que me diverti escrevendo. Embora eu nem sempre goste dessa conversa de apontar a arte como algo terapêutico, não posso negar que, em muitos momentos, esse livro foi uma bóia de salvação enquanto eu me afogava em momentos difíceis”, relata.

Entre as referências literárias citadas pela autora estão Hilda Hilst, Cecilia Pavón e Adélia Prado, além de influências da música, da cultura DIY e dos quadrinhos. A capa do livro é assinada pelo ilustrador e quadrinista Caio Gomez, parceiro de trabalhos anteriores da autora, como o zine “Faz sol e chuva em Brasília”. O livro chega às livrarias pela editora orlando e conta com texto de orelha assinado por Thaís Campolina.


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