Internacional

Justiça Argentina formaliza pedido de extradição de Maduro aos Estados Unidos

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 15:28 | Atualizado há 4 meses

Pedido de extradição de Maduro ocorre no âmbito de processo por crimes contra a humanidade | Foto: Pedro Rances Matte
Pedido de extradição de Maduro ocorre no âmbito de processo por crimes contra a humanidade | Foto: Pedro Rances Matte

A Justiça da Argentina formalizou na última quarta-feira (4) aos Estados Unidos a extradição de Nicolás Maduro. O pedido busca garantir que o líder venezuelano seja ouvido em um processo que investiga crimes contra a humanidade. A solicitação segue decisões já adotadas pelo Judiciário argentino.

Desde 2014, tribunais da Argentina mantêm um mandado de prisão imediata contra Maduro. A ordem também inclui o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello. As autoridades argentinas sustentam a medida com base no princípio da jurisdição universal para crimes dessa natureza.

Pedido de extradição e base legal

A decisão mais recente autoriza o envio de uma carta rogatória internacional aos Estados Unidos. No documento, a Justiça argentina solicita formalmente a extradição de Nicolás Maduro. O pedido segue o tratado de extradição firmado entre os dois países e atende às regras do Código de Processo Penal Nacional.

A investigação teve início em 2023, após familiares de vítimas venezuelanas apresentarem uma denúncia à Justiça argentina. O caso também recebeu apoio de entidades de direitos humanos, entre elas a Anistia Internacional, que acompanha o andamento do processo.

No início de janeiro, os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar na Venezuela. A operação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. Desde então, ambos permanecem detidos em um centro de detenção em Nova York, onde aguardam julgamento sob a jurisdição norte-americana.

Após a ação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva teve motivação estratégica ligada ao petróleo. Ele declarou que o país passaria a ser administrado pelos Estados Unidos até uma transição política. Com a saída de Maduro do poder, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando do governo venezuelano.


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