Velório de adolescente agredido após discussão será realizado neste domingo em Brasília
Redação Online
Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 12:24 | Atualizado há 5 meses
O sepultamento foi marcado para as 17h30, no Cemitério Campo da Esperança, também na Asa Sul
Familiares e amigos se reuniram neste domingo (08/02) para o velório de Rodrigo Hélbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, que morreu na manhã de sábado (07/02), no Distrito Federal. O adolescente permaneceu internado por cerca de duas semanas após agressões sofridas na saída de uma festa em Vicente Pires.
A família informou que a solenidade teve início às 13h, na Igreja Batista Capital, localizada na SCES Trecho 52, Lote 40, na Asa Sul, em Brasília. A despedida ocorreu de forma restrita, com acesso apenas para familiares e amigos próximos.
O sepultamento foi marcado para as 17h30, no Cemitério Campo da Esperança, também na Asa Sul. A família optou por um momento íntimo, longe de exposições públicas.
A Polícia Civil do Distrito Federal apurou que a briga ocorreu na madrugada de 23 de janeiro, após um desentendimento considerado banal. A discussão teria começado por causa de um comentário relacionado a um chiclete jogado em um colega.
Durante o episódio, Rodrigo sofreu agressões e bateu a cabeça na porta de um veículo. Ele apresentou traumatismo craniano grave e parada cardiorrespiratória por cerca de 12 minutos. O jovem recebeu socorro em estado crítico e passou por cirurgia de emergência para drenagem de sangue no crânio após rompimento de uma artéria.
Mesmo desacordado, o adolescente ainda sofreu agressões, segundo a investigação. O quadro clínico se agravou nos dias seguintes, apesar dos procedimentos médicos realizados.
O caso envolve o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. Ele foi preso no dia seguinte às agressões, pagou fiança de R$ 24,3 mil e deixou a prisão. Posteriormente, voltou à detenção por suspeita de tentativa de interferência nas investigações e permanece no Complexo da Papuda.
Com a morte de Rodrigo, a tipificação do crime, antes tratada como lesão corporal gravíssima, pode sofrer alteração para homicídio. A decisão depende da análise do Ministério Público e do andamento do inquérito.
Foto: Reprodução