Goiana com leucemia agressiva busca tratamento de até US$ 2 milhões nos EUA
Redação
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 19:29 | Atualizado há 4 meses
A equipe médica indicou o MD Anderson Cancer Center como única alternativa viável
A goiana Lorena de Lelles Oliveira, de 43 anos, enfrenta uma progressão severa da Leucemia Mieloide Aguda (LMA), tipo agressivo de câncer no sangue diagnosticado há três anos. Exames de medula óssea feitos em um hospital de Columbus, Ohio, apontaram aumento expressivo da presença da doença em cerca de um mês. O comprometimento passou de 25% para 45%, fato que indicou falha na resposta ao tratamento aplicado até então.
Durante o mesmo período, Lorena permaneceu internada após contrair uma infecção bacteriana em fase de imunidade extremamente baixa. O quadro clínico apresentou piora acentuada. Em relato nas redes sociais, ela afirmou que a doença “dobrou de tamanho” em poucas semanas e destacou que o tempo para reação médica tornou-se ainda mais limitado.
Após receber a notícia de que não havia mais alternativas terapêuticas no hospital de Ohio, Lorena relatou forte abalo emocional. Pouco tempo depois, recebeu ligação de uma equipe médica em Houston, no Texas, que confirmou possibilidade de atendimento. A primeira consulta no novo centro ocorreu na segunda-feira (09/02), às 14h.
A equipe médica indicou o MD Anderson Cancer Center como única alternativa viável. A instituição conduz estudo clínico voltado para a mutação KMT2A, com uso de inibidor de Menin combinado a outras terapias personalizadas. O protocolo representa uma tentativa de frear o avanço acelerado da doença.
Para entrada no novo protocolo, o hospital exigiu pagamento imediato de US$ 76 mil para avaliações iniciais. Outros depósitos ficaram condicionados à definição dos medicamentos e das estratégias médicas. O custo total do tratamento pode alcançar US$ 2 milhões, valor que inclui internações, exames, medicamentos e acompanhamento especializado.
Mãe de trigêmeos, Lorena contou com apoio do marido e da família para custear etapas anteriores do tratamento no Brasil e nos Estados Unidos. Diante dos valores elevados do novo protocolo, a família criou campanha online de arrecadação. Ela pediu ajuda financeira, orações e compartilhamento da história para ampliar a mobilização.
Lorena ressaltou que o início imediato do tratamento tornou-se decisivo diante da progressão acelerada da leucemia. Segundo ela, sem os depósitos exigidos, o hospital não inicia o protocolo. A mobilização busca garantir tempo e acesso à única alternativa terapêutica disponível no momento.
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