Eduardo Bolsonaro chama show de Bad Bunny no Super Bowl de “lacração”
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 14:15 | Atualizado há 4 meses
Declaração foi feita após repercussão do show, que trouxe referências à América Latina e críticas ao governo dos EUA | Foto: Reprodução
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou nesta quarta-feira (11) contra a apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, realizado no último domingo (8), nos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou o espetáculo como um ato de protesto político inadequado para o evento esportivo e utilizou o termo “lacração” ao comentar o posicionamento do artista.
Na mensagem, Eduardo afirmou que parte do público norte-americano teria reagido negativamente ao conteúdo do show, especialmente às críticas dirigidas ao ex-presidente Donald Trump e ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Segundo ele, manifestações desse tipo seriam incompatíveis com o perfil da final da NFL, considerada um dos maiores eventos televisivos do país. O ex-deputado ainda destacou que discursos contrários ao protesto demonstrariam, na avaliação dele, gratidão à comunidade que acolhe imigrantes nos Estados Unidos.
A declaração ocorreu um dia após Eduardo Bolsonaro participar do Hispanic Prosperity Gala, evento promovido por lideranças conservadoras norte-americanas com foco no público hispânico. A cerimônia foi realizada em Mar-a-Lago, na Flórida, conforme informações divulgadas no site oficial do encontro. O brasileiro esteve ao lado de representantes da política dos Estados Unidos e do Brasil, entre eles o deputado federal e ator Mário Frias (PL-RJ).
A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl ganhou ampla repercussão internacional ao incorporar referências diretas a países latino-americanos e inserir mensagens de cunho político no palco. Durante o show, o artista mencionou nominalmente nações como Brasil, México e Cuba, além de utilizar bandeiras e figurinos associados à identidade cultural latina. Trechos da performance circularam nas redes sociais e impulsionaram debates sobre a presença de manifestações políticas em grandes eventos esportivos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também criticou publicamente o espetáculo. Em declaração publicada nas redes, classificou o show como um dos piores já realizados no intervalo do Super Bowl e afirmou que a apresentação não representaria, em sua visão, os valores de sucesso e excelência associados ao país. As reações reforçaram a polarização em torno do episódio, que dividiu opiniões entre apoiadores e críticos do cantor.