Política

Goleiro Bruno diz que vai se candidatar a vereador pela direita brasileira

Léo Carvalho

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 11:26 | Atualizado há 5 meses

Goleiro Bruno anuncia intenção de disputar cargo político após fim da pena em 2031 | Foto: Montagem/Reprodução
Goleiro Bruno anuncia intenção de disputar cargo político após fim da pena em 2031 | Foto: Montagem/Reprodução

O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 41 anos, afirmou que pretende ingressar na política após encerrar a carreira no futebol e cumprir integralmente a pena a que foi condenado. Em liberdade condicional, ele poderá ter os direitos políticos restabelecidos a partir de 8 de janeiro de 2031, data prevista para o fim do cumprimento da sentença.

A declaração foi dada no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em entrevista à rádio Itatiaia. Segundo o ex-atleta, ele tem recebido convites de partidos políticos e já definiu o campo ideológico ao qual pretende se vincular. “Não tem como não ser de direita”, afirmou.

A ideia inicial é disputar uma vaga na Câmara Municipal de Ribeirão das Neves, cidade onde nasceu. O goleiro Bruno declarou que deseja começar a trajetória política pelo Legislativo municipal, ressaltando que pretende construir uma carreira “passo a passo”.

Bruno foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio, além de outros crimes relacionados ao caso. O corpo da vítima nunca foi encontrado. O episódio teve grande repercussão nacional e marcou de forma definitiva a trajetória do então goleiro, que à época atuava no futebol profissional.

Eliza Samúdio, vítima do homicídio que chocou o país em 2010, cujo corpo nunca foi encontrado, permanece lembrada enquanto o ex-goleiro planeja carreira política | Foto: Marcelo Theobald

Desde que deixou o regime fechado, Bruno tem atuado no futebol amador e participado de partidas e eventos esportivos em diferentes cidades. A possibilidade de entrada na política reacende debates sobre reintegração social de condenados e os limites éticos da participação eleitoral de figuras envolvidas em crimes de grande repercussão.

Pela legislação brasileira, após o cumprimento total da pena e a reabilitação dos direitos políticos, não há impedimento legal para que um cidadão se candidate a cargos eletivos, desde que atenda aos critérios previstos na legislação eleitoral.


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