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STJ mantém prisão de ex-piloto acusado de matar adolescente após discussão no DF

Redação

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 21:20 | Atualizado há 4 meses

Na decisão, Messod Azulay Neto rejeitou o pedido da defesa que buscava revogar a prisão preventiva
Na decisão, Messod Azulay Neto rejeitou o pedido da defesa que buscava revogar a prisão preventiva

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão preventiva do ex-piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, acusado de agredir e matar o adolescente goiano Rodrigo Castanheira, de 16. A decisão foi assinada na sexta-feira (13/02) e divulgada nesta quarta-feira (18/02). A defesa havia recorrido contra entendimento da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que já havia mantido a custódia.

Pedro Turra está preso desde 30 de janeiro. Após nova determinação judicial, foi transferido para o pavilhão de segurança máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, sob justificativa de segurança. Ele se tornou réu por homicídio doloso na última semana, após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Na decisão, Messod Azulay Neto rejeitou o pedido da defesa que buscava revogar a prisão preventiva. O magistrado manteve o entendimento das instâncias anteriores, que apontaram gravidade concreta do crime e risco à ordem pública.

O crime ocorreu na madrugada de 23 de janeiro, na saída de uma festa em Vicente Pires, no Distrito Federal. Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a briga começou após um comentário considerado banal sobre um chiclete. Turra teria se irritado com a observação feita pela vítima e iniciado as agressões após descer do carro.

Rodrigo Castanheira sofreu traumatismo craniano severo ao bater a cabeça na porta de um veículo durante a agressão. Ele teve parada cardiorrespiratória por cerca de 12 minutos, passou por cirurgia para drenagem de sangue no crânio após rompimento de artéria e permaneceu internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras. O adolescente morreu em 7 de fevereiro, após 16 dias de internação.

Foto: PCDF


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