Brasil

Desemprego registra menor média anual em 19 estados e no DF em 2025

Léo Carvalho

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 10:21 | Atualizado há 3 meses

Levantamento do IBGE mostra que 19 estados e o Distrito Federal registraram a menor taxa média anual de desemprego desde 2012 | Foto: Agência Brasil
Levantamento do IBGE mostra que 19 estados e o Distrito Federal registraram a menor taxa média anual de desemprego desde 2012 | Foto: Agência Brasil

A taxa de desemprego atingiu em 2025 a menor média anual da série histórica em 19 estados e no Distrito Federal, informou nesta sexta-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Foram os seguintes casos: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).

O cenário segue o registrado no país, que também fechou o ano com o indicador na mínima. A taxa de desocupação do Brasil foi de 5,6% na média anual de 2025.

Os dados integram a Pnad Contínua, cuja série histórica começou em 2012.

O resultado nacional já havia sido publicado pelo instituto em janeiro. A apresentação desta sexta-feira trouxe outros detalhamentos, incluindo os números dos estados.

Analistas associam o panorama recente do mercado de trabalho ao desempenho da economia nos últimos anos, com impacto na abertura de vagas.

Outro fator citado é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, parte dos brasileiros deixa o mercado de trabalho e para de procurar ocupação.

Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego, já que a pessoa sem trabalho precisa estar em busca de vaga para ser considerada desocupada.

O quadro também inclui a abertura de vagas ligadas à tecnologia. Estudo recente do FGV Ibre estimou que atividades realizadas por meio de aplicativos reduziam o desemprego em 1 ponto percentual no país.

Os dados do IBGE consideram postos de trabalho formais e informais, com ou sem carteira assinada ou registro de CNPJ. (Folhapress)


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