Liga RJ vira alvo de denúncia após apuração do Carnaval 2026. Confira o vídeo
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 16:38 | Atualizado há 3 meses
União de Maricá conquistou o título da Série Ouro em meio a críticas de outras escolas | Foto: Divulgação
A apuração das notas das séries de acesso do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026 pode virar caso de polícia. A Liga RJ, entidade responsável pela organização das divisões inferiores da folia carioca, passou a ser alvo de questionamentos formais após o presidente da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, registrar um Boletim de Ocorrência contra a instituição.
A escola foi rebaixada para a Série Prata depois do resultado da Série Ouro, e o dirigente pede que a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) investigue a atuação da liga na condução do processo. No pedido, ele solicita a apuração das decisões e da administração do Carnaval do acesso.
As críticas à Liga RJ ganharam força ao longo da temporada de desfiles deste ano. Dirigentes e integrantes de diferentes agremiações apontaram suspeitas na contagem das notas e na transparência da apuração, tanto na Série Ouro quanto em outras divisões.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Reginaldo Gomes elevou o tom das acusações. Na legenda da gravação, escreveu que busca “providências contra a quadrilha que administra o Carnaval do acesso”, reforçando o pedido por investigação oficial.
O descontentamento não se restringiu à Inocentes de Belford Roxo. Outras escolas que disputaram a Série Ouro também contestaram o resultado final e levantaram suspeitas de favorecimento à União de Maricá, declarada campeã da categoria.
A vitória da União de Maricá garantiu à agremiação o acesso ao Grupo Especial, principal divisão do Carnaval carioca. No entanto, o desfile da escola foi marcado por falhas técnicas e por um acidente que deixou uma pessoa em estado grave, fatores que intensificaram as críticas após a divulgação das notas.
Até o momento, a Liga RJ não se manifestou oficialmente sobre o registro do Boletim de Ocorrência nem sobre as alegações apresentadas pelas escolas.