Esportes

Jogador do Bragantino toma bronca da mãe e da esposa e pede perdão por fala machista

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 16:55 | Atualizado há 3 meses

Gustavo Marques se retrata por fala machista e repercussão negativa | Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
Gustavo Marques se retrata por fala machista e repercussão negativa | Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

A eliminação do Red Bull Bragantino no Campeonato Paulista foi acompanhada de uma polêmica fora das quatro linhas. Após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, nas quartas de final da competição, o zagueiro Gustavo Marques criticou a arbitragem na saída de campo e questionou a decisão da Federação Paulista de Futebol de escalar uma mulher para comandar a partida.

As declarações repercutiram negativamente ao longo do dia. Diante da reação, o defensor divulgou um vídeo pedindo desculpas e reconhecendo que errou ao se manifestar daquela forma. Ele afirmou que procurou a árbitra Daniela no vestiário para se retratar pessoalmente e também pediu desculpas à assistente que integrava a equipe de arbitragem.

“Estou aqui para pedir perdão a todas as mulheres. Falei o que não deveria naquele momento. Fui ao vestiário dela pedir desculpas e também à assistente. Quero que me perdoem. Estou mal e triste. Minha esposa e minha mãe me cobraram. Todo ser humano erra”, declarou o jogador.

Gustavo acrescentou que suas palavras não refletem quem ele é e defendeu que árbitros devem ser respeitados independentemente de gênero. “Quem apitar nosso jogo, seja homem ou mulher, precisa ter respeito. Assim como estamos trabalhando, eles também estão”, afirmou.

Entenda o que aconteceu

Logo após o apito final, ainda no gramado, o zagueiro fez críticas contundentes à arbitragem ao comentar a eliminação. Ele destacou o fato de a partida decisiva ter sido conduzida por uma mulher e afirmou que, em sua avaliação, a escolha teria sido inadequada para um confronto daquele porte, disputado na noite do último sábado (21).

Na ocasião, declarou que a Federação deveria ter analisado melhor a designação para um jogo considerado importante na competição. “Não adianta jogar contra São Paulo, Palmeiras ou Corinthians e colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Era o nosso sonho chegar à semifinal ou à final. Ela acabou com o nosso jogo”, disse, acrescentando que respeita as mulheres, mas manteve a crítica à decisão da entidade.

Em nota oficial, o Red Bull Bragantino informou que irá avaliar nos próximos dias possíveis medidas disciplinares internas em relação ao atleta. O clube reconheceu a repercussão das falas, que foram classificadas como machistas por parte do público e de integrantes do meio esportivo.


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