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Brasil registra aumento dos casos de mpox e monitora mais de 170 suspeitas em 2026

Léo Carvalho

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 10:46 | Atualizado há 5 meses

País soma 88 diagnósticos confirmados de mpox neste ano, além de dois casos prováveis e 171 em investigação | Foto: Divulgação/Reuters
País soma 88 diagnósticos confirmados de mpox neste ano, além de dois casos prováveis e 171 em investigação | Foto: Divulgação/Reuters

O Brasil contabiliza 88 casos confirmados de mpox em 2026, doença viral causada pelo vírus “monkeypox” da família Orthopoxvirus, segundo dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde junto às secretarias estaduais de saúde. Além das confirmações, o país registra dois casos prováveis e 171 notificações suspeitas que ainda estão em investigação clínica e laboratorial.

O número representa um crescimento expressivo em relação aos 48 casos registrados em 20 de fevereiro, praticamente o dobro em questão de dias — cerca de 83% de aumento.

Concentração por estados

A maior parte dos registros está no estado de São Paulo, com 62 confirmações, seguido pelo Rio de Janeiro (15). Outros estados também notificaram ocorrências: Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (1) e Paraná (1).

Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à mpox em 2026, e a maioria dos pacientes apresenta quadros clínicos leves ou moderados, com sintomas como erupções cutâneas dolorosas, febre, linfadenopatia (inchaço de gânglios) e mal-estar geral.

No ano de 2025, o Brasil contabilizou 1.079 casos confirmados de mpox e duas mortes, segundo o painel epidemiológico do governo federal. Em comparação com o mesmo período do ano passado, os números atuais ainda são significativamente menores, mas o recente aumento em semanas chama atenção das autoridades de saúde.

A mpox é transmitida principalmente por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou objetos contaminados e pode ser confundida com outras condições dermatológicas sem exame laboratorial específico.

Medidas de vigilância e prevenção

O Ministério da Saúde informou que mantém vigilância epidemiológica ativa, com estratégias de rastreamento de contatos e monitoramento das notificações em conjunto com as vigilâncias estaduais. O Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnóstico clínico e manejo de casos, com orientações para isolamento e cuidados de higiene para reduzir a transmissão.


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