Israel afirma que aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu em ataque aéreo e agrava tensão regional
Redação
Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 18:54 | Atualizado há 3 meses
O gabinete do líder supremo reagiu e classificou o anúncio como “guerra psicológica"
O governo de Israel informou às autoridades dos Estados Unidos que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu neste sábado (28/02) após um ataque aéreo contra um complexo em Teerã. Segundo a agência Reuters e o site Axios, a confirmação partiu de fontes de alto escalão da inteligência israelense, que relataram a localização do corpo do aiatolá.
A ofensiva integrou uma ação militar coordenada entre Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos iranianos. A morte de Khamenei representaria o golpe mais profundo já desferido contra a estrutura de poder da República Islâmica desde 1979, com impacto direto sobre o comando político e militar do país.
O gabinete do líder supremo reagiu e classificou o anúncio como “guerra psicológica”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou mais cedo que Khamenei “estava vivo”, segundo suas informações. A divergência ampliou a tensão e elevou o nível de incerteza no cenário internacional.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que há “sinais crescentes” de que o líder iraniano “se foi”. Ele classificou o momento como uma oportunidade histórica para enfraquecer o regime iraniano e indicou que a operação militar seguirá pelo tempo considerado necessário.
Aos 86 anos, Khamenei liderava o Irã desde 1989, quando sucedeu Ruhollah Khomeini. A Constituição iraniana prevê que um conselho de clérigos escolha o novo líder supremo. No entanto, ataques também atingiram integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e autoridades estratégicas, o que pode comprometer a cadeia de comando e dificultar uma transição organizada.
Informações divulgadas pelo Axios indicam que filhos de Khamenei foram alvos da ofensiva, mas sobreviveram. Entre eles está Mojtaba Khamenei, apontado por analistas como possível sucessor do pai. A eventual disputa interna pelo poder pode redefinir o futuro político do país.
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