Brasil

Barragem de Lages tem risco de rompimento e nova trágedia em Minas Gerais

Léo Carvalho

Publicado em 2 de março de 2026 às 11:02 | Atualizado há 5 meses

Barragem de Lages, em Porteirinha, extravasou após chuva intensa e levou à retirada de moradores da zona rural | Foto: Reprodução/Rede sociais
Barragem de Lages, em Porteirinha, extravasou após chuva intensa e levou à retirada de moradores da zona rural | Foto: Reprodução/Rede sociais

Dois alertas extremos para risco de rompimento da Barragem de Lages, na cidade de Porteirinha, a 580 km de Belo Horizonte, foram emitidos ontem.

Chuva intensa fez com que a barragem extravasasse e a água atingisse regiões ribeirinhas da zona rural da cidade. A informação foi confirmada pelo prefeito, Silvanei Batista (PSB), nas redes sociais.

A área de maior risco de rompimento da barragem fica na região de Fazenda Lages II, que foi esvaziada. A evacuação aconteceu ainda na tarde de ontem e, como há previsão para mais chuva na área, moradores foram orientados a não voltar ao local.

Mais de 100 pessoas precisaram ser retiradas de casa com ajuda da Defesa Civil e da Polícia Militar, segundo o Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido na ocorrência.

Conforme Corpo de Bombeiros, a barragem chegou a transbordar, mas não houve rompimento | Foto: Redes Sociais/Divulgação

Situação de emergência

A cidade declarou situação de emergência. O reconhecimento foi feito ainda ontem pelo Governo Federal e, agora, o município poderá acessar recursos para assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e atendimento a desabrigados e desalojados, conforme prevê a legislação de proteção e defesa civil.

Barragens de pequeno e médio porte destinadas ao abastecimento e irrigação, como é o caso da estrutura em Porteirinha, são monitoradas por órgãos estaduais e municipais, com apoio da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico em casos de risco hidrológico.

Impacto das chuvas em Minas

As chuvas deixaram mais de 70 mortos em uma semana no estado. A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, tem o maior número de vítimas, com 65. Ela é seguida de Ubá, com sete mortos.

Ao todo, 9.591 pessoas estão desalojadas e outras 601 estão desabrigadas no estado, segundo balanço das autoridades estaduais.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia