Israel e Hezbollah ampliam conflito no Oriente Médio após morte de líder supremo
Redação
Publicado em 2 de março de 2026 às 14:54 | Atualizado há 3 meses
Na noite de domingo, o Hezbollah lançou mísseis contra Haifa, no norte de Israel
O Oriente Médio entrou em uma nova fase de instabilidade após a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, confirmada por autoridades iranianas no domingo (1º/03). A ofensiva, conduzida por Israel com apoio dos Estados Unidos, atingiu estruturas estratégicas do regime em Teerã e eliminou parte significativa da cúpula militar iraniana. A ação abriu uma escalada inédita, com ataques simultâneos em diversos países do Golfo.
Na noite de domingo, o Hezbollah lançou mísseis contra Haifa, no norte de Israel. O governo israelense respondeu com bombardeios intensos contra redutos do grupo no sul do Líbano e nos arredores de Beirute, inclusive próximos ao aeroporto da capital. O Ministério da Saúde libanês informou que ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas. Israel ordenou a evacuação de dezenas de vilarejos no sul libanês e anunciou ofensiva prolongada.
Após a morte de Khamenei, o Irã lançou mísseis balísticos e drones contra alvos em Israel, Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Arábia Saudita. Uma sinagoga em Beit Shemesh foi destruída, com nove mortos e centenas de feridos. Bases militares americanas na região foram alvo de ataques, e o Pentágono confirmou a morte de três militares dos EUA.
O setor energético do Golfo sofreu impactos diretos. A QatarEnergy suspendeu a produção de gás natural liquefeito após ataques às instalações de Ras Laffan e Mesaieed. Na Arábia Saudita, destroços de drones atingiram a refinaria de Ras Tanura, operada pela Saudi Aramco, o que provocou danos leves. Três petroleiros foram atingidos, segundo autoridades iranianas, o que ampliou o temor sobre o abastecimento global.
Diversos países fecharam parcial ou totalmente seus espaços aéreos. Companhias como Wizz Air, British Airways, Lufthansa, Emirates e Turkish Airlines suspenderam operações para cidades estratégicas como Tel Aviv, Beirute, Amã e Teerã. A interrupção já é considerada uma das maiores desde a pandemia de covid-19.
Além de Khamenei, cerca de 40 autoridades iranianas morreram nos ataques, segundo fontes de inteligência. Entre elas, integrantes do alto comando da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e do Ministério da Defesa. Ahmad Vahidi foi nomeado novo comandante da Guarda. A sucessão definitiva depende da Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos, que deve indicar o novo líder supremo.
A Guarda Revolucionária enviou alertas a embarcações no Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% das remessas globais de petróleo e gás. A missão naval europeia EUNAVFOR Aspides anunciou reforço de presença no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho. O bloqueio da rota marítima preocupa mercados internacionais e amplia o risco de crise energética.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a operação visa impedir que o Irã obtenha armas nucleares e pressionou pela rendição das forças iranianas. O governo iraniano classificou a ofensiva como guerra ilegal e prometeu resposta severa. A escalada militar coloca potências regionais e globais em alerta e aumenta o risco de conflito de maiores proporções.
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