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Estupro coletivo em Copacabana teria sido planejado pelo ex-namorado da vítima

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 2 de março de 2026 às 17:07 | Atualizado há 3 meses

Adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo | Foto: Reprodução/TV Globo
Adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo | Foto: Reprodução/TV Globo

O jovem de 17 anos indicado pela investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro como possível articulador do crime ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio, deverá responder de forma diferente dos demais suspeitos por causa da idade.

Conforme apuração conduzida pela 12ª Delegacia de Polícia, o adolescente teria participado da organização do encontro que resultou na violência e demonstrado comportamento de incentivo ao ato. Apesar da gravidade dos fatos descritos no inquérito, a legislação brasileira estabelece tratamento jurídico específico para menores de 18 anos.

Como o encontro foi articulado

Segundo a Polícia Civil, um adolescente, ex-namorado da vítima, aproveitou-se da proximidade e da confiança que ela ainda mantinha nele para atraí-la até um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro.

As conversas mostram que o mentor da ação combinou os detalhes previamente com amigos e monitorou o deslocamento da jovem até o local. Câmeras de monitoramento do edifício confirmam o relato, registrando a entrada de quatro adultos no imóvel logo após a chegada da adolescente.

O relatório policial chama a atenção para o comportamento do ex-namorado após o crime. Imagens mostram que, após acompanhar a vítima até a saída do prédio, ele retornou ao apartamento e fez gestos de celebração, interpretados pelos investigadores como uma comemoração pelo ato realizado.

O exame de corpo de delito já foi integrado ao inquérito, confirmando a existência de lesões físicas e violência genital. O caso segue sob investigação para apurar a responsabilidade de cada um dos cinco envolvidos identificados.

Mandados de prisão e repercussões em escolas e clube esportivo

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva de quatro jovens investigados por participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana. Os mandados foram expedidos contra Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, também de 18, Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 e João Gabriel Xavier Bertho, de 19. Eles são considerados foragidos desde a deflagração da operação “Não é Não”, realizada pela Polícia Civil.

Paralelamente às medidas judiciais, instituições às quais alguns dos investigados mantinham vínculo adotaram providências administrativas. O Colégio Pedro II informou que instaurou procedimentos internos para o desligamento dos estudantes citados no inquérito. Já o Serrano Football Club comunicou a suspensão do contrato do atleta João Gabriel Xavier Bertho após a divulgação das suspeitas de envolvimento no caso.

Em nota enviada à imprensa, a defesa de João Gabriel Bertho contestou as acusações. Os advogados negaram que tenha havido estupro ou qualquer tipo de emboscada e afirmaram que o jovem não possui antecedentes de violência. A defesa também declarou que ele não é, nem nunca foi, aluno do Colégio Pedro II.

No posicionamento, os representantes sustentam ainda que a adolescente teria ciência de que outras pessoas estavam no imóvel onde encontraria o ex-namorado e que teria consentido com a entrada dos demais no quarto. Segundo a nota, João Gabriel é atleta profissional e, até o momento, não teria sido formalmente ouvido para apresentar sua versão dos fatos.

Mandados de prisão foram expedidos contra quatro jovens investigados por participação no caso | Foto: Reprodução/Disque Denúncia RJ

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