Temporada 2026 da F1 começa em Melbourne nesta quinta sob críticas
Giovanna Gonçalves - Estágio DM
Publicado em 5 de março de 2026 às 16:40 | Atualizado há 3 meses
GP da Austrália abre temporada da Fórmula 1 com mudanças técnicas e nova equipe | Foto: Reprodução/Instagram
A largada em Melbourne, no Grande Prêmio da Austrália, volta a abrir o calendário da Fórmula 1 esse ano. A corrida acontece na madrugada de domingo (8), mas os treinos livres começam já nesta quinta-feira (5), marcando o início oficial da temporada de 2026.
A categoria começa o ano com um novo regulamento, que determina que as unidades de potência tenham quase 50% de energia elétrica, além da eliminação do MGU-H (o motor híbrido) e do DRS (sistema aerodinâmico que movia a asa traseira). Algumas dessas mudanças geraram conflitos internos entre as equipes durante a pré-temporada e despertaram preocupação entre pilotos e fãs quanto à possibilidade de afetar a competitividade das corridas.
Max Verstappen, piloto da Red Bull, fez uma declaração polêmica sobre o assunto e comparou a categoria a uma “Fórmula E com esteroides”.
“Para pilotar, sendo sincero, não é muito divertido. Eu diria que a palavra certa é gestão. Não parece muito Fórmula 1, parece um pouco mais Fórmula E com esteroides. Mas as regras são as mesmas para todos, então você tem que lidar com isso”, afirmou o piloto em uma coletiva. “Sei o quanto de trabalho está sendo feito nos bastidores, também do lado do motor pela equipe. Nem sempre é a coisa mais agradável de se dizer, mas quero ser realista como piloto quanto à sensação”, disse.
Datas e horários
Treino livre 1: 05/03 (quinta-feira), às 22h30
Treino livre 2: 06/03 (sexta-feira), às 02h00
Treino livre 3: 06/03 (sexta-feira), às 22h30
Classificação: 07/03 (sábado), às 02h00
Corrida: 08/03 (domingo), às 01h00
Todas as transmissões poderão ser vistas pelo Sportv 3 e 4K, pelo Globoplay (streaming) e pelo F1TV Pro (streaming). Apenas a corrida de domingo será transmitida na TV Globo.
Nova equipe no grid
A Cadillac, nova equipe da competição, traz os veteranos de pista Sergio Perez e Valtteri Bottas para integrar o grid novamente em seu ano de estreia.
Durante a pré-temporada, a equipe apresentou resultados crescentes, o que gerou expectativas positivas. O chefe da equipe, Graeme Lowdon, comentou sobre o orgulho pela estreia da equipe.
“A estreia da Cadillac na Fórmula 1 é um dos momentos mais orgulhosos da minha carreira. Chegar até aqui foi um grande desafio e sou imensamente grato a todos os envolvidos. Mas o GP da Austrália é apenas o começo dessa jornada, e nosso foco está em construir um sucesso a longo prazo. Estou satisfeito com nosso progresso em Barcelona e no Bahrein, e já estamos trazendo as primeiras atualizações para o carro neste próximo final de semana. Temos ambições ousadas, mas somos realistas, comprometidos e respeitosos com o desafio à frente”, comentou Lowdon.
Durante o programa de testes, os pilotos acumularam 4.200 km percorridos. Ambos também deram declarações nas quais compartilham a ansiedade e o orgulho de fazerem parte da equipe.
Vale lembrar que Bottas não precisará pagar nenhuma punição durante o primeiro GP, como muitos vinham especulando. Isso ocorre graças ao novo regulamento, que determina que a validade das penalidades é de 12 meses, desde que não ultrapassem o limite de quinze posições de punição no grid.
Como, no caso do piloto finlandês, a punição era de apenas cinco posições no grid e ocorreu há quinze meses, em 2024, no GP de Abu Dhabi, ele foi considerado absolvido da penalidade.

Problemas na Aston Martin
A equipe Aston Martin vem enfrentando problemas desde os testes de pré-temporada e, nesta quinta-feira, foi divulgado pelo engenheiro da equipe, Adrian Newey, que os pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll não cumprirão as 58 voltas da corrida na Austrália, pois, se o fizerem, correm riscos de saúde.
Newey explicou que o chassi de carbono, por ser rígido e ter pouco amortecimento, está sofrendo com fortes vibrações. Essas vibrações também estão afetando os volantes, e é aí que está o problema: a vibração transmitida para as mãos dos pilotos durante a corrida pode causar danos graves aos nervos.
Por esse motivo, Alonso correrá apenas 25 voltas, enquanto Stroll fará 15. Como o piloto canadense já tem histórico cirúrgico na mão e no pulso, seu número de voltas é ainda mais reduzido.
“O que conseguimos para este fim de semana foi uma solução testada no dinamômetro ao longo do fim de semana que reduziu significativamente a vibração transmitida para a bateria. Mas é importante lembrar que a unidade de potência é a fonte da vibração, ela é o amplificador. O chassi, neste caso, é o receptor”, explicou o engenheiro em coletiva de imprensa.

Os favoritos
Entre os nomes mais comentados, tanto entre fãs quanto entre membros do próprio grid, como possíveis campeões mundiais de 2026, aparece em primeiro lugar o piloto britânico George Russell, que apresentou bons resultados com a Mercedes durante os testes no Bahrein e em Barcelona. As estatísticas de apostas apontam 25% de chances para sua vitória.
Atrás do britânico aparece o tetracampeão da Red Bull, Max Verstappen, com 18%, seguido pelo Predestinado da Ferrari, Charles Leclerc, com 12%.

O campeão mundial de 2025, Lando Norris, aparece empatado com seu companheiro de equipe na McLaren, Oscar Piastri, ambos com 7% de chances. Eles aparecem atrás até mesmo de Kimi Antonelli, companheiro de Russell na Mercedes, que tem 8% nas estatísticas.