Abel Ferreira conquista 11º título e se torna o técnico mais vencedor da história do Palmeiras
Léo Carvalho
Publicado em 9 de março de 2026 às 10:03 | Atualizado há 3 meses
Abel Ferreira celebra conquista do Campeonato Paulista e alcança o 11º título no comando do Palmeiras | Foto: Léo Barrilari/GazetaPress
“Eu não prometo resultados nem títulos. Eu prometo trabalho e prometo que o Palmeiras sempre jogue para ganhar.”
A frase foi dita pelo técnico português Abel Ferreira em sua apresentação na Academia de Futebol do Palmeiras, em novembro de 2020. Naquele momento, ainda pouco conhecido por grande parte da torcida brasileira, o treinador evitou criar grandes expectativas sobre o trabalho que iniciaria no clube.
Até então, sua trajetória como técnico tinha como principais resultados o vice-campeonato do Campeonato Grego e uma campanha até as semifinais da Copa da Grécia pelo PAOK.
Cinco anos depois, Abel Ferreira se tornou o técnico mais vitorioso da história do Palmeiras.
Carreira vitoriosa
Com a vitória sobre o Novorizontino neste domingo (8), no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, o treinador conquistou o quarto título do Campeonato Paulista e chegou ao 11º troféu no comando da equipe.
O primeiro título veio apenas três meses após sua chegada. Foi a Copa Libertadores de 2020, disputada em janeiro de 2021 por causa do calendário afetado pela pandemia de Covid-19. Na final, o Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0, com gol de Breno Lopes, em partida disputada no Maracanã sem público.
Cerca de um mês depois, Abel levantou o segundo troféu com o título da Copa do Brasil, conquistado sobre o Grêmio.
Bicampeão
Em 2021, o treinador conquistou ainda o bicampeonato da Libertadores. Na decisão, disputada em Montevidéu, o Palmeiras venceu o Flamengo por 2 a 1 no estádio Centenário. O gol da vitória saiu na prorrogação após erro do volante Andreas Pereira, então jogador do clube carioca.
Ao longo dos anos seguintes, o técnico participou das conquistas do Campeonato Brasileiro de 2022 e 2023, da Recopa Sul-Americana de 2022, da Supercopa do Brasil de 2023 e dos títulos do Campeonato Paulista em 2022, 2023, 2024 e 2026. O tricampeonato paulista obtido entre 2022 e 2024 foi o primeiro do clube na competição desde a década de 1930.
Entre as principais competições disputadas, o único título que Abel Ferreira ainda não conquistou pelo Palmeiras é o Mundial de Clubes. Em 2021, a equipe chegou à final, mas foi derrotada por 2 a 1 pelo Chelsea.
Até este domingo, Abel dividia o posto de técnico mais vencedor da história do clube com Oswaldo Brandão, ambos com dez títulos. Brandão teve cinco passagens pelo Palmeiras entre as décadas de 1940 e 1980.
Oswaldo Brandão
No período, conquistou o Torneio Início de 1946, a Taça Cidade de São Paulo de 1946, a Taça Brasil de 1960, a Taça Governador do Estado de São Paulo de 1972, além de quatro Campeonatos Paulistas, em 1947, 1959, 1972 e 1974, e dois Campeonatos Brasileiros, em 1972 e 1973.
Sem considerar as competições de menor expressão, como o Torneio Início e a Taça Cidade de São Paulo, parte da torcida já apontava Abel Ferreira como o treinador mais vencedor da história do clube antes mesmo do título deste domingo.
Durante cerimônia em homenagem aos cinco anos do treinador no clube, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, destacou a trajetória do português.
“Eu sou eternamente grata e, insisto, Abel é o maior técnico da história do Palmeiras. Não só por causa dos títulos que celebramos juntos, mas pelo método de trabalho, pela pessoa que é e pela obsessão que tem por vencer”, afirmou.
Abem quase deixou o Palmeiras
Apesar da sequência de conquistas, a permanência de Abel Ferreira no clube chegou a ser colocada em dúvida após o título brasileiro de 2023. Na ocasião, o treinador recebeu proposta do Al Sadd e chegou a visitar o clube do Qatar durante as férias.
A negociação, no entanto, não avançou e o técnico optou por seguir no comando do Palmeiras.
Primeiro português, oitavo europeu e 23º estrangeiro a dirigir o clube, Abel também se tornou o técnico estrangeiro com mais títulos no futebol brasileiro. Ele superou o uruguaio Félix Magno, que conquistou oito títulos estaduais entre Atlético-MG e Coritiba entre 1946 e 1959. (LUCAS BOMBANA/Folhapress)