Cotidiano

Professor é denunciado por assédio contra aluno de 15 anos em escola de Caçu (GO)

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 9 de março de 2026 às 15:18 | Atualizado há 3 meses

Mãe procurou a polícia após descobrir mensagens no celular do filho | Foto: Reprodução/Pixabay
Mãe procurou a polícia após descobrir mensagens no celular do filho | Foto: Reprodução/Pixabay

Uma denúncia registrada na delegacia de Caçu levou a Polícia Civil de Goiás a investigar um professor suspeito de assediar um estudante de 15 anos. A queixa foi apresentada pela mãe do adolescente após ela encontrar, no celular do filho, conversas atribuídas ao educador com conteúdo inadequado. As mensagens, segundo o registro policial, incluem pedidos insistentes de fotos e diálogos de teor impróprio.

Depois que as conversas vieram à tona, o adolescente contou à família que também teria sido alvo de aproximações físicas dentro da escola onde o docente atua. No depoimento prestado às autoridades, o estudante afirmou que o professor costumava se aproximar dele em locais com pouca circulação de pessoas, como corredores vazios ou salas isoladas, momentos em que teriam ocorrido toques considerados inadequados.

As capturas de tela das conversas foram anexadas ao registro e reforçam a denúncia apresentada pela família. Em um dos trechos analisados, o professor questiona o adolescente se ele “quer foto”. O jovem responde que não costuma manter imagens salvas no celular por receio de que a mãe encontre o conteúdo. Mesmo assim, de acordo com o material apresentado, o homem insiste e pede que o estudante “tire uma”.

Em outra conversa, o diálogo teria evoluído para uma fala de conotação sexual. Após o aluno agradecer um elogio recebido, o professor respondeu que “sabia” e fez uma comparação considerada obscena ao afirmar que o seu “é maior”, seguida de risadas na conversa.

Capturas de tela mostram mensagens enviadas ao adolescente e pedidos insistentes de imagens | Foto: Reprodução

Entre os relatos apresentados à polícia, um dos episódios descritos como mais graves teria ocorrido em um espaço da escola utilizado para guardar uniformes. Segundo o depoimento do estudante, o professor teria fechado a porta do local e solicitado que ele retirasse parte da roupa, alegando que precisava verificar o ajuste do uniforme. O adolescente afirmou que decidiu revelar o histórico de situações após receber apoio da família.

A investigação segue em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que envolve um menor de idade. A polícia informou que novas diligências e depoimentos deverão ser realizados para esclarecer os fatos e apurar a conduta do profissional, além de verificar possíveis responsabilidades da instituição de ensino.

Segundo familiares, o adolescente já iniciou acompanhamento psicológico para lidar com os impactos emocionais provocados pela situação. Apesar de apresentar sinais de melhora com o suporte terapêutico, o caso ainda é acompanhado de perto pela família. Para preservar a vítima e não comprometer as apurações, os nomes do estudante


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia