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Goiano com nanismo que contesta reprovação em concurso para delegado relata ofensas e ameaças

Redação

Publicado em 10 de março de 2026 às 15:23 | Atualizado há 3 meses

De acordo com a advogada, as mensagens ofensivas e ameaças foram registradas e encaminhadas às autoridades
De acordo com a advogada, as mensagens ofensivas e ameaças foram registradas e encaminhadas às autoridades

O advogado goiano Matheus Menezes denunciou discriminação após ser eliminado no Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Candidato inscrito como pessoa com deficiência, ele afirmou que apresentou laudos médicos e solicitou adaptações para a etapa física, mas realizou as provas com os mesmos critérios aplicados aos candidatos da ampla concorrência.

Antes da reprovação no teste físico, Matheus havia obtido aprovação em outras fases do certame, como provas objetivas, discursivas e avaliação oral. O episódio gerou debate sobre a aplicação de critérios de aptidão física em concursos públicos para pessoas com deficiência.

Vídeos divulgados pelo candidato mostraram o momento em que ele realizou exercícios exigidos na prova, entre eles corrida, flexões e salto em altura. Em uma das tentativas, a banca avaliadora exigiu salto de 1,65 metro, índice que, segundo Matheus, foi aplicado de forma igual a todos os participantes.

Após a repercussão do caso, Matheus passou a sofrer comentários ofensivos, ataques pessoais e manifestações discriminatórias nas redes sociais. A advogada do candidato, Késia Oliveira, afirmou que o caso terá desdobramento na esfera criminal.

De acordo com a advogada, as mensagens ofensivas e ameaças foram registradas e encaminhadas às autoridades. A defesa mantém diálogo com a delegacia especializada em crimes cibernéticos para identificação dos responsáveis. Segundo Késia, a investigação busca responsabilizar autores de injúria, discriminação e ameaças contra Matheus e familiares.

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que candidatos com deficiência já obtiveram aprovação em concursos anteriores, inclusive em etapas que exigiam testes físicos. A instituição citou o caso de um perito criminal que utiliza prótese em uma das pernas e atua no órgão após aprovação em processo seletivo.

A instituição destacou que o caso deveria permanecer no campo jurídico e institucional, mas ultrapassou limites do respeito após ataques direcionados ao candidato. A nota ressaltou que o debate público é legítimo, desde que respeite a dignidade das pessoas com deficiência.

Foto: Reprodução


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