Política

Bolsonaro é levado a hospital em Brasília após passar mal na prisão

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 13 de março de 2026 às 10:29 | Atualizado há 3 meses

Defesa do ex-presidente já pediu prisão domiciliar alegando riscos à saúde | Foto: Fabio Rodrigues/Pozzebom/Agência Brasil
Defesa do ex-presidente já pediu prisão domiciliar alegando riscos à saúde | Foto: Fabio Rodrigues/Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado a um hospital de Brasília nesta sexta-feira (13) para atendimento médico. Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu pai, preso na Papudinha por condenação na trama golpista, voltou acordou com calafrios e vômitos.

A manifestação sobre o estado de saúde do ex-presidente foi feita nas redes sociais do senador, que é pré-candidato à Presidência da República. Ele disse que as informações ainda são preliminares.

Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o ex-presidente “foi conduzido a um hospital na Asa Sul para atendimento médico. Em 1º de janeiro, o ex-presidente teve alta hospitalar após fazer uma cirurgia de hérnia.

Bolsonaro cumpre pena na Papudinha

À época, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da defesa pela prisão domiciliar.

Bolsonaro cumpre pena após ser condenado por liderar uma trama golpista depois da derrota nas eleições de 2022. Ele foi preso na sede da PF em 22 de novembro, após ter violado a tornozeleira eletrônica. Antes disso, estava preso em sua residência.

Bolsonaro foi levado a hospital em Brasília após apresentar calafrios e vômitos | Foto: Reprodução

A transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar, área conhecida como Papudinha, ocorreu em janeiro.

Em março, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar, que também foi negado por Moraes. A decisão do ministro foi referendada depois pela Primeira Turma do STF.

STF manteve prisão por avaliar estrutura médica adequada

Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha é arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”.

De acordo com o magistrado, os problemas de saúde do ex-presidente podem ser monitorados e tratados no local onde ele está preso. A Papudinha dispõe de assistência médica 24 horas, unidade avançada do Samu e livre acesso para a equipe médica de Bolsonaro.

Moraes mencionou “a total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”. Também citou o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.

Segundo ele, diante de “reiterados descumprimentos das medidas cautelares durante toda a ação penal” e do resultado da perícia médica oficial, “não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária”.

“As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, parentes, amigos e aliados políticos”, escreve o relator.

(Folhapress)


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