Esportes

Brasileiros que marcaram presença na história da MotoGP

Léo Carvalho

Publicado em 17 de março de 2026 às 09:56 | Atualizado há 4 meses

Dos pioneiros como Edmar Ferreira a Alexandre Barros, brasileiros tiveram participações importantes no Mundial de Motovelocidade | Foto: Reprodução/X
Dos pioneiros como Edmar Ferreira a Alexandre Barros, brasileiros tiveram participações importantes no Mundial de Motovelocidade | Foto: Reprodução/X

O Brasil construiu uma reputação internacional no automobilismo, com resultados expressivos em categorias como Fórmula 1, Fórmula Indy e Fórmula 3. Na motovelocidade, porém, a presença brasileira no cenário mundial foi mais limitada. Na principal categoria da modalidade, a MotoGP, considerada a “Fórmula 1 de duas rodas”, poucos pilotos do país alcançaram destaque ao longo da história.

O nome mais recente a competir regularmente na categoria principal foi o do paulistano Alexandre Barros, que encerrou sua participação no campeonato mundial em 2007. Desde então, o Brasil aguarda o surgimento de novos nomes que possam alcançar espaço nas divisões superiores da motovelocidade internacional.

Entre os pioneiros está Eduardo Celso Santos, conhecido como Adu Celso. Nascido em São Paulo e amigo de infância de Emerson Fittipaldi, ele se tornou o primeiro brasileiro a vencer uma etapa de um Mundial de motovelocidade. O triunfo ocorreu em 1973, na última etapa da temporada disputada na Espanha, quando competia com uma Yamaha TZ 350. Adu Celso terminou aquele campeonato na sétima posição. Após sofrer um acidente de carro, ficou afastado das pistas e não voltou a repetir os mesmos resultados até encerrar a carreira, em 1979.

Adu Celso morreu de infarto aos 59 anos, em Juqueí (SP).  Misterioso, costumava correr de preto e usava a Cruz de Lorena no capacete, um símbolo adotado por Godofredo de Bouillon, duque de Lorena, em 1099, quando tomou posse de Jerusalém | Foto: Reprodução/X

Outro brasileiro que participou do Mundial foi Edmar Ferreira. Campeão brasileiro na categoria 350 cilindradas, ele disputou as temporadas de 1975 e 1976 do campeonato mundial. Seu melhor resultado foi um sexto lugar em uma etapa. Nos dois anos, terminou o campeonato na 23ª colocação.

No primeiro ano, 1975, Edmar Ferreira dividiu equipe com Adú Celso. Criou-se entre os dois uma grande rivalidade, que jamais afetou o bom relacionamento fora das pistas | Foto: Reprodução/X

Antônio Jorge Neto também teve participação internacional após conquistar títulos no Brasil. Ele disputou provas nas categorias 250 e 350 durante o Mundial de 1982. Naquele ano, terminou o campeonato da classe 250 na 18ª posição e alcançou um quarto lugar no Grande Prêmio da Itália. Após dificuldades de patrocínio, voltou a competir no Mundial apenas em 1985. Mais tarde, entre 2003 e 2007, participou do campeonato brasileiro de Stock Car.

Em 1976, Antônio Jorge Neto trocou o kart pelas motocicletas, começando a competir com uma Minarelli de 50 centímetros cúbicos | Foto: Reprodução/X

César Barros, irmão de Alexandre Barros, também integrou o Mundial de motovelocidade. Ele estreou em 1997 na categoria 125, no Grande Prêmio do Brasil. Em 2000 passou a competir na classe 250 com uma Honda e, no ano seguinte, disputou toda a temporada com uma Yamaha, mas não marcou pontos. Encerrou a carreira nas pistas em 2003.

Em 1999, César Barros foi o 23° no GP do Brasil 125, mas surpreendeu ao fazer o sétimo tempo no primeiro treino oficial, realizado sob chuva | Foto: Divulgação/X

O melhor piloto brasileiro

O principal nome brasileiro na história da MotoGP é Alexandre Barros. Nascido em São Paulo, em 1970, ele estreou no Mundial em 1986, na categoria 80 cilindradas, aos 15 anos. Em 1990 chegou à principal classe da motovelocidade, então chamada de 500 cilindradas, tornando-se na época o piloto mais jovem a competir na categoria.

Barros conquistou sua primeira vitória em 1993, no Grande Prêmio da Espanha. Ao longo da carreira, venceu sete corridas na categoria principal e somou 32 pódios. Entre seus melhores resultados em campeonatos estão cinco temporadas finalizadas na quarta colocação, em 1996, 2000, 2001, 2002 e 2004.

Alexandre Barros é o brasileiro mais vitorioso da história da MotoGP, com sete triunfos e 32 pódios na categoria principal do Mundial de Motovelocidade | Foto: Divulgação

Durante sua trajetória, competiu por diferentes equipes, incluindo formações privadas da Honda, a equipe oficial da Yamaha e posteriormente a Honda oficial. Em 2007 disputou sua última temporada no Mundial pela equipe Pramac D’Antin, ligada à Ducati. Ao longo da carreira, somou 276 participações em corridas nas categorias 80, 250 e 500 cilindradas.

A jovem promessa brasileira

Atualmente, o principal nome brasileiro em atividade no Mundial é Diogo Moreira, de 21 anos, que em 2026 passou a disputar a MotoGP, a principal categoria da motovelocidade mundial, após conquistar o título da Moto2 em 2025. O brasileiro é visto como uma das promessas para recolocar o país entre os protagonistas da modalidade. Moreira correrá a etapa brasileira do campeonato, entre 20 e 22 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. Ele compete pela equipe Pro Honda LCR.

Com apenas 21 anos, o piloto Diogo Moreira vem ganhando cada vez mais destaque no cenário internacional e seu nome vem ganhando força como um potencial candidato ao título do Mundial de MotoGP 2026 | Foto: Gold and Goose/Motorsport Images

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