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Lista da Seleção para a Copa está quase definida, mas Ancelotti mantém 4 vagas em aberto

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 24 de março de 2026 às 16:02 | Atualizado há 2 meses

Ancelotti observa elenco durante amistosos e avalia últimos nomes antes da convocação final para a Copa do Mundo | Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Ancelotti observa elenco durante amistosos e avalia últimos nomes antes da convocação final para a Copa do Mundo | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira inicia, nos próximos dias, uma fase decisiva de preparação para a Copa do Mundo com dois amistosos de alto nível diante de França e Croácia. Os confrontos serão determinantes para o técnico Carlo Ancelotti definir os últimos nomes da lista final de convocados para o torneio.

Apesar de já ter uma base praticamente consolidada, o treinador italiano admitiu que ainda restam dúvidas importantes na composição do elenco. Segundo ele, cerca de quatro vagas seguem em aberto, distribuídas entre diferentes setores da equipe. A declaração foi feita em entrevista ao narrador Galvão Bueno, exibida pelo SBT.

Últimas vagas seguem em disputa acirrada

De acordo com Ancelotti, as incertezas envolvem principalmente posições específicas: uma vaga no sistema defensivo, duas no meio-campo e outras duas no ataque. A disputa, conforme destacou o treinador, é acirrada devido ao alto nível técnico dos atletas disponíveis. “A concorrência é muito alta. A Seleção tem muitos jogadores com talento e qualidade”, afirmou.

O cronograma da comissão técnica prevê a divulgação da lista final de 26 jogadores no dia 18 de maio. Antes disso, no dia 11, será anunciada uma pré-lista com 55 nomes, etapa comum no planejamento para grandes competições internacionais. Essa última convocação antes do Mundial, inclusive, foi utilizada como oportunidade para testes mais amplos, com a inclusão de nove atletas que ainda não haviam sido observados de perto pela comissão técnica.

Além da disputa por vagas, Ancelotti também chamou atenção para um ponto considerado crítico no atual ciclo da Seleção: a escassez de laterais. Historicamente reconhecido por revelar grandes nomes para a posição, o futebol brasileiro vive, segundo o treinador, um momento de carência, especialmente entre os jogadores mais jovens.

Ao comparar com gerações anteriores, Ancelotti citou ídolos como Cafu e Marcelo, referências na posição ao longo das últimas décadas. Diante desse cenário, o técnico não descarta adaptações táticas, incluindo a utilização de zagueiros improvisados nas laterais, estratégia que já foi aplicada em outras ocasiões, como na utilização de Éder Militão fora de sua posição de origem.

Para o comandante, mais importante do que a função tradicional é o equilíbrio da equipe em campo. A versatilidade dos jogadores, portanto, surge como alternativa para suprir lacunas e manter a competitividade da Seleção em alto nível.

Com os amistosos se aproximando, a expectativa é de que os testes realizados nesses jogos sejam decisivos para a definição final do grupo que representará o Brasil na próxima Copa do Mundo.


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