Política

Ex-prefeito Paes pede ‘Diretas Já’ para eleição de governo no Rio de Janeiro

Léo Carvalho

Publicado em 26 de março de 2026 às 11:04 | Atualizado há 2 meses

Eduardo Paes critica decisão do TSE e defende eleições diretas após crise na sucessão do governo do Rio | Foto: Divulgação
Eduardo Paes critica decisão do TSE e defende eleições diretas após crise na sucessão do governo do Rio | Foto: Divulgação

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo do estado, criticou nesta quinta-feira (26) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão após a renúncia de Cláudio Castro (PL).

Em publicação nas redes sociais, Paes defendeu a realização de eleições diretas. “Diretas já. A população deveria ter o direito de escolher”, escreveu. Ele também afirmou que colocaria o próprio nome à disposição caso houvesse um pleito direto.

Críticas ao cenário político

Paes questionou a condução do processo eleitoral no estado e levantou dúvidas sobre a imparcialidade do grupo político envolvido. Segundo ele, há risco de influência no processo sucessório.

“Como ter eleições limpas no Rio em outubro com essa turma no poder?”, escreveu. O ex-prefeito também citou o caso do Cepers, ao mencionar suspeitas de irregularidades envolvendo a gestão anterior.

Contexto da crise no governo

O cenário político do Rio de Janeiro se agravou após a saída de Cláudio Castro do cargo pouco antes da retomada de julgamento no TSE. Apesar da renúncia, o tribunal condenou o ex-governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 e o declarou inelegível até 2030.

Na linha sucessória, o então vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo após acordo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Em seguida, Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa, teve o mandato cassado pelo TSE.

Atualmente, o governo estadual é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro. Ele afirmou que ocupa o cargo em caráter emergencial e declarou que a função não é própria de um integrante do Judiciário.

Decisão do TSE e questionamentos

O TSE corrigiu na quarta-feira (25) um erro na certidão de julgamento que tratava da inelegibilidade de Castro. O documento inicialmente indicava a realização de eleições diretas, mas os votos dos ministros apontavam para a escolha indireta, feita pela Assembleia Legislativa.

Paes também mencionou um processo em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as regras para eleições indiretas no estado. O plenário avalia se mantém decisão do ministro Luiz Fux que exige prazos da legislação eleitoral, como a desincompatibilização prévia de candidatos.

Segundo o ex-prefeito, a eventual derrubada dessa decisão pode favorecer candidatos ligados à atual gestão. Ele afirmou que isso poderia influenciar diretamente o resultado da eleição indireta. (ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA/Folhapress)


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