Cotidiano

Esquema com cadastro falso expõe fraude em clínica estética de Goiânia

Redação Online

Publicado em 27 de março de 2026 às 19:07 | Atualizado há 2 meses

Durante os depoimentos, as investigadas apresentaram versões divergentes
Durante os depoimentos, as investigadas apresentaram versões divergentes

A Polícia Civil de Goiás indiciou a vendedora Amanda Almeida Galdino por falsidade ideológica após a descoberta de um esquema que utilizou dados de uma biomédica sem autorização, na terça-feira (24/03). O caso revelou o uso indevido de cadastro profissional para aquisição de insumos destinados a uma clínica estética clandestina em Goiânia.

Em depoimento, Amanda afirmou que a venda de produtos com cadastros de terceiros ocorre com frequência no setor estético, mesmo sem consentimento dos profissionais. Segundo a investigação, ela criou um cadastro falso e falsificou a assinatura da biomédica para viabilizar ao menos três compras.

A principal beneficiária do esquema, Sheline Araújo, também foi indiciada e deve responder por falsidade ideológica, falsificação de produtos medicinais e exercício ilegal da profissão. De acordo com o inquérito, ela atuou por cerca de um ano e quatro meses sem possuir formação superior, apesar de se apresentar como biomédica e enfermeira.

As apurações indicaram que Sheline adquiriu aproximadamente R$ 200 mil em insumos ao utilizar o nome da vítima. As compras ocorreram por meio da intermediação de Amanda, responsável pelas vendas, o que reforçou a suspeita de participação direta no esquema.

Durante os depoimentos, as investigadas apresentaram versões divergentes. Sheline afirmou que utilizou os dados da biomédica após sugestão da vendedora, que teria garantido responsabilidade em caso de problemas. Amanda, por sua vez, negou a acusação e atribuiu a iniciativa à falsa biomédica, embora tenha admitido que realizou vendas sem autorização da titular do cadastro.

A clínica onde Sheline atendia não possuía registro formal. A investigação teve início após a biomédica vítima ser advertida pelo conselho profissional por compras que desconhecia. Ao procurar a polícia, ela afirmou não conhecer a suspeita nem o estabelecimento.

Segundo a Polícia Civil, o caso pode envolver crimes financeiros e sanitários, além de exercício ilegal da profissão. As autoridades também apuram o possível conhecimento de responsáveis pela empresa fornecedora, embora eles não tenham sido indiciados até o momento.

Foto: PCGO


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