Ex-deputado Rodrigo Bacellar é preso novamente em operação da Polícia Federal
DM Online
Publicado em 28 de março de 2026 às 11:00 | Atualizado há 2 meses
Rodrigo Bacellar — Foto: Thiago Lontra/Alerj
O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar foi preso novamente nesta sexta-feira (27) durante uma ação da Polícia Federal. A prisão ocorreu na casa dele, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Após ser detido, Bacellar foi levado para a sede da Polícia Federal no Rio e, em seguida, encaminhado ao presídio de Benfica. Ele deve passar por audiência de custódia nos próximos dias.
A prisão faz parte da terceira fase da Operação Unha e Carne, que também cumpriu mandado de busca e apreensão. Segundo as investigações, a ação está relacionada ao descumprimento de determinações judiciais ligadas à apuração de organizações criminosas no estado.
Bacellar já havia sido preso em dezembro, durante uma fase anterior da mesma operação, que investigava o vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais contra o grupo criminoso Comando Vermelho. Na ocasião, ele foi solto poucos dias depois, mas permaneceu sob medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A nova decisão judicial aponta que o ex-deputado perdeu o mandato recentemente e destaca indícios de participação em organização criminosa, além de tentativa de atrapalhar investigações. Entre as suspeitas estão o vazamento de informações confidenciais, a orientação para retirada de provas e interferência em operações policiais.
Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a cassação do mandato de Bacellar por irregularidades ligadas ao escândalo da Ceperj. Com isso, será feita uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro, o que pode alterar a composição da Assembleia Legislativa.
A Procuradoria-Geral da República também denunciou o ex-deputado por envolvimento no vazamento de informações para investigados com ligação ao Comando Vermelho. Segundo a acusação, ele teria repassado dados de uma operação da Polícia Federal ao principal alvo da investigação.
A defesa de Bacellar afirmou que desconhece os motivos da nova prisão e classificou a medida como desnecessária. Os advogados informaram que irão recorrer da decisão.