Por que o PSD escolheu Caiado e deixou Eduardo Leite de fora
Léo Carvalho
Publicado em 31 de março de 2026 às 10:13 | Atualizado há 4 meses
PSD prioriza Caiado como nome nacional e reduz espaço de Eduardo Leite na disputa de 2026 | Foto: O Globo
A escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como principal nome do PSD para a disputa presidencial de 2026 ocorre após uma combinação de fatores políticos e estratégicos dentro da sigla. O movimento deixou em segundo plano o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também era citado como possível alternativa.
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Entre os elementos considerados pela cúpula do partido está o posicionamento ideológico mais definido de Caiado, identificado com pautas do agronegócio e com perfil mais alinhado ao eleitorado de centro-direita. A avaliação interna é de que esse recorte pode ampliar a competitividade do PSD em um cenário polarizado.
Outro ponto relevante foi a base política consolidada do governador goiano. Caiado mantém relação próxima com setores produtivos e lideranças regionais, além de ter histórico político mais longo, o que pesou na análise sobre capacidade de articulação nacional.
Já Eduardo Leite, apesar de ser visto como um nome com perfil moderado e de diálogo, enfrenta limitações dentro do próprio partido, incluindo menor capilaridade em algumas regiões e incertezas quanto à transferência de apoio fora do Sul do país.
A decisão também leva em conta o momento político. Integrantes do PSD avaliam que uma candidatura com discurso mais assertivo pode ter maior espaço na disputa nacional, enquanto perfis considerados mais técnicos ou conciliadores tendem a enfrentar dificuldades em um ambiente eleitoral mais polarizado.
Mesmo com a definição, o partido ainda busca unificar suas bases regionais, já que há divergências internas, especialmente no Nordeste, onde parte dos diretórios mantém alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).