Justiça condena Nikolas Ferreira por ofensas contra Thais Carla
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 2 de abril de 2026 às 11:57 | Atualizado há 4 meses
Decisão judicial determina indenização e restrições ao deputado após publicações nas redes sociais | Foto: Reprodução/Divulgação
A Justiça de São Paulo condenou o deputado federal Nikolas Ferreira ao pagamento de R$ 12 mil por danos morais à influenciadora Thais Carla, após considerar ofensivas declarações feitas por ele nas redes sociais. A sentença foi assinada pelo juiz Fabio Pando de Matos.
Além da indenização, o parlamentar está proibido de utilizar o nome ou a imagem da influenciadora em conteúdos com caráter depreciativo. Em caso de descumprimento, a decisão prevê multa de R$ 4 mil por cada nova ocorrência.
A ação judicial teve origem em uma publicação feita pelo deputado, na qual ele compartilhou uma imagem de Thais Carla acompanhada de um comentário considerado ofensivo à aparência física dela. Para o magistrado, a manifestação extrapolou os limites da liberdade de expressão e configurou violação à honra e à dignidade da influenciadora.

Na decisão, o juiz ressaltou que o conteúdo não contribuía para o debate público, mas se tratava de uma forma de ridicularização baseada em padrões estéticos, o que, segundo ele, caracteriza prática discriminatória e reforça preconceitos estruturais relacionados ao corpo.
Após a repercussão da sentença, Nikolas Ferreira se manifestou nas redes sociais criticando o resultado. Em uma das publicações, afirmou que o país “é uma piada”, sem entrar em detalhes sobre o mérito da decisão. Durante a polêmica inicial, o deputado já havia alegado que estava apenas exercendo sua opinião.
Apesar da condenação, o pedido de retratação pública foi negado pela Justiça. O magistrado entendeu que a compensação financeira, aliada à proibição de novas manifestações ofensivas, é suficiente para reparar o dano, destacando que desculpas impostas judicialmente não possuem efetiva validade moral.
A defesa de Thais Carla comemorou o desfecho do processo, classificando a decisão como um avanço no enfrentamento à discriminação. Segundo os representantes da influenciadora, o caso reforça a importância de responsabilizar ataques dessa natureza, tanto no ambiente digital quanto fora dele.