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Traficantes utilizam igreja como boca de fumo e fazem sexo no altar em Petrópolis (RJ)

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 3 de abril de 2026 às 16:21 | Atualizado há 2 meses

Operação expõe transformação de igreja em espaço irregular na Região Serrana | Foto: Reprodução
Operação expõe transformação de igreja em espaço irregular na Região Serrana | Foto: Reprodução

Uma operação das forças de segurança revelou um caso que chamou a atenção das autoridades no Rio de Janeiro. Criminosos passaram a utilizar uma igreja como ponto de tráfico de drogas e moradia na cidade de Petrópolis. A ação terminou com a prisão de suspeitos dentro do próprio templo religioso.

Segundo informações da Polícia Civil e da Polícia Militar, o grupo havia ocupado a Capela São Paulo Apóstolo, localizada no bairro Bingen. O espaço religioso teve suas atividades interrompidas, com celebrações suspensas e moradores intimidados pela presença dos criminosos.

Estrutura religiosa transformada em base criminosa

Durante a operação, os agentes encontraram o interior da igreja completamente descaracterizado. Bancos e objetos religiosos haviam sido retirados, enquanto imagens sacras foram concentradas em um único cômodo.

O local passou a funcionar como residência, com colchões espalhados, cozinha improvisada e áreas adaptadas para descanso. O espaço onde antes ficava o altar também foi utilizado de forma irregular, evidenciando a descaracterização do ambiente religioso.

Polícia encontra drogas e prende suspeitos

Além da ocupação irregular, a polícia constatou que o imóvel funcionava como ponto de venda de drogas. Durante a ação, foram apreendidas porções de entorpecentes, como cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie. Parte do material estava escondida dentro da própria capela.

Os suspeitos detidos possuem antecedentes por tráfico e, de acordo com as investigações, seriam ligados a uma facção criminosa. Alguns teriam vindo da Baixada Fluminense e estavam na região havia cerca de dois meses, com apoio de integrantes locais.

Moradores relatam medo e rotina alterada

Relatos de moradores indicam que o grupo impôs regras na comunidade, gerando clima de medo e alterando a rotina do bairro, antes considerado tranquilo. A presença dos criminosos também impediu a realização de atividades religiosas, afetando diretamente os frequentadores da igreja.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a presença de um animal silvestre mantido no local. Um jabuti foi encontrado junto aos suspeitos durante a operação.

A ação foi resultado de monitoramento prévio das forças de segurança, que investigavam a movimentação de criminosos na região. O caso segue sob apuração para identificar outros envolvidos e esclarecer como ocorreu a ocupação do templo.

Em nota, a Diocese de Petrópolis lamentou o ocorrido e informou que pretende retomar as atividades religiosas na comunidade, reforçando o apoio aos fiéis.


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