Cotidiano

Polícias de Goiás e DF prendem grupo que movimentou mais de R$ 60 milhões com tráfico de drogas

Léo Carvalho

Publicado em 7 de abril de 2026 às 11:38 | Atualizado há 2 meses

Operação Monopólio cumpre mandados no DF, Goiás e São Paulo e mira organização criminosa ligada ao tráfico e à lavagem de dinheiro | Foto: Divulgação/PC
Operação Monopólio cumpre mandados no DF, Goiás e São Paulo e mira organização criminosa ligada ao tráfico e à lavagem de dinheiro | Foto: Divulgação/PC

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira, 7, a segunda fase da Operação Monopólio, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa armada especializada no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. A ação contou com apoio de forças de segurança de outros estados, incluindo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), e resultou no cumprimento de mandados em diferentes regiões.

Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em áreas do Distrito Federal, como Estrutural e Ceilândia, além de Aparecida de Goiânia (GO) e Planaltina de Goiás, e também no Estado de São Paulo.

Em Goiás, a Polícia Civil atuou diretamente no cumprimento das medidas judiciais, com prisões registradas em Aparecida de Goiânia. A participação da corporação goiana ocorreu de forma integrada com a coordenação da operação, contribuindo para o avanço das investigações e localização de suspeitos ligados ao grupo criminoso.

A investigação aponta que a organização operava de forma estruturada, com divisão de funções e utilização de mecanismos financeiros para ocultar a origem ilícita dos recursos. O grupo é investigado por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Na primeira fase da operação, nove pessoas foram denunciadas por participação na organização criminosa voltada ao tráfico e à lavagem de capitais. O líder do grupo também respondeu por lavagem de dinheiro de forma individual.

Já na segunda fase, outras 19 pessoas estão sendo indiciadas pelos mesmos crimes, ampliando o alcance das apurações. As autoridades identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados.

De acordo com os dados levantados durante a investigação, o volume total movimentado pela organização criminosa ultrapassa R$ 60 milhões nos últimos quatro anos, considerando as contas bancárias vinculadas aos envolvidos. Apenas o líder do grupo teria movimentado mais de R$ 12 milhões no mesmo período.

As apurações também identificaram o uso de empresas para dar aparência legal aos recursos obtidos de forma ilícita. Uma dessas empresas movimentou mais de R$ 14 milhões, sendo apontada como peça-chave no esquema de lavagem de dinheiro.

A operação segue em andamento, com análise de materiais apreendidos e continuidade das investigações para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro do grupo.


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