Política

Datafolha: 59% dos brasileiros defendem prisão domiciliar de Bolsonaro

DM Redação

Publicado em 12 de abril de 2026 às 20:28 | Atualizado há 2 meses

Bolsonaro deixa sistema prisional e cumprirá pena em casa com tornozeleira eletrônica | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Bolsonaro deixa sistema prisional e cumprirá pena em casa com tornozeleira eletrônica | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Levantamento do Instituto Datafolha indica que a maioria dos brasileiros é favorável à manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados apoiam o regime atual, enquanto 37% defendem o retorno ao regime fechado. Outros 5% não souberam responder.

O estudo foi realizado com 2.004 pessoas em 134 cidades entre os dias 7 e 9 de abril.

Os dados mostram que o apoio à prisão domiciliar se estende por diferentes grupos políticos. Entre eleitores de centro, 53% defendem a permanência no regime domiciliar, enquanto 41% preferem o retorno à prisão e 6% não opinaram.

Entre apoiadores de Bolsonaro, o índice de defesa da prisão domiciliar é predominante: 94% são favoráveis à medida, contra 3% que defendem o regime fechado.

Já entre eleitores do PT, a posição é inversa. A maioria, 68%, considera que o ex-presidente deve cumprir pena em regime fechado, enquanto 28% apoiam a prisão domiciliar e 4% não souberam responder.

Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O ex-presidente cumpriu 125 dias em regime fechado, passando por unidades da Polícia Federal e pelo Complexo da Papuda, em Brasília. Durante esse período, chegou a ser internado por cerca de duas semanas após diagnóstico de broncopneumonia bilateral.

A transferência para o regime domiciliar foi autorizada em 27 de março pelo ministro Alexandre de Moraes, que também determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

Não é a primeira vez que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Entre agosto e novembro de 2025, ele já havia sido submetido à medida por descumprimento de determinações judiciais. Posteriormente, retornou ao regime fechado após tentar retirar o equipamento de monitoramento e diante de avaliação de risco de fuga.

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