Dono da Choquei é investigado como “operador de mídia” em esquema de R$ 1,6 bilhão
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 15 de abril de 2026 às 17:12 | Atualizado há 2 meses
Influenciador é mencionado em operação que apura lavagem de dinheiro com uso de redes sociais | Foto: Reprodução
O criador da página de entretenimento “Choquei”, Raphael Sousa Oliveira, foi apontado pela Polícia Federal como suposto operador de mídia em uma organização investigada. Essa organização teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão em um esquema de lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava rifas, apostas ilegais e plataformas digitais para dar aparência de legalidade a recursos de origem ilícita. Isso inclui valores ligados a atividades criminosas.
Raphael foi preso temporariamente durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada nesta quarta-feira (15). A operação também atingiu outros investigados, entre eles artistas do meio musical e influenciadores digitais.
Leia também
Função ligada à gestão de imagem e movimentações financeiras
Segundo a Polícia Federal, o dono da Choquei teria atuado como responsável pela gestão de imagem e promoção digital dentro da estrutura investigada. Ele teria utilizado o alcance de suas redes sociais para divulgar conteúdos relacionados a integrantes do grupo. Além disso, teria buscado ampliar a visibilidade pública dos envolvidos.
Ainda conforme a investigação, ele também teria participado da divulgação de plataformas de apostas. Além disso, participou da administração de estratégias de comunicação voltadas a reduzir impactos negativos de notícias envolvendo os investigados.
Os investigadores apontam ainda que o esquema utilizava diferentes mecanismos para ocultação de recursos. Entre eles estão movimentações financeiras por meio de contas bancárias, uso de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. O objetivo seria dificultar o rastreamento da origem dos valores.
A operação resultou no cumprimento de mandados judiciais e no bloqueio de bens e valores ligados aos investigados. As apurações seguem em andamento, e os citados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.