Zema mantém pré-candidatura à Presidência e puxa briga com Caiado, Flávio e STF
Léo Carvalho
Publicado em 16 de abril de 2026 às 15:27 | Atualizado há 2 meses
Romeu Zema apresenta diretrizes de plano de governo e reafirma candidatura à Presidência | Foto: Montagem/Divulgação
O presidenciável Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, afirmou nesta quinta-feira (16) que manterá sua pré-candidatura à Presidência da República, mesmo diante de um eventual convite para compor como vice em uma chapa liderada por Flávio Bolsonaro (PL).
“Vou levar a minha pré-candidatura e candidatura até o final”, declarou Zema durante evento em um restaurante no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, onde apresentou diretrizes de seu plano de governo.
O ex-governador afirmou ter recebido sinais positivos do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação à sua candidatura e buscou se diferenciar de outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado (PSD). Segundo ele, sua gestão em Minas foi marcada pela recuperação do estado após problemas deixados por administrações anteriores, em referência ao ex-governador Fernando Pimentel.
Zema também criticou adversários ao afirmar não ter familiares na política e se posicionar contra práticas de nepotismo.
Desempenho nas pesquisas
O ex-governador enfrenta dificuldades para avançar nas pesquisas de intenção de voto. No levantamento mais recente do Datafolha, aparece com 4%, tecnicamente empatado com Caiado (5%) e outros pré-candidatos. A liderança é ocupada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por Flávio Bolsonaro.
Propostas para o STF
Entre os principais pontos apresentados, Zema destacou uma proposta de reforma do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, sua primeira medida, se eleito, será propor ao Congresso mudanças estruturais na Corte.
Entre as ideias defendidas estão:
- Mandato de 15 anos para ministros
- Idade mínima de 60 anos para indicação
- Fim das decisões monocráticas
- Proibição de relações comerciais de familiares de ministros
- Limitação do foro privilegiado à Presidência da República
A proposta surge em meio a debates recentes envolvendo o sistema judiciário, incluindo repercussões de casos como o do Banco Master.
Anistia e segurança pública
Zema também afirmou que pretende priorizar a aprovação de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, e aos envolvidos nos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023.
Na área de segurança pública, defendeu:
- Classificação de facções criminosas como organizações terroristas
- Fim das saídas temporárias de presos
- Redução da maioridade penal
Agenda econômica
No campo econômico, o ex-governador propôs a possibilidade de privatização da Petrobras e a flexibilização da legislação trabalhista, com salários vinculados ao desempenho, como complemento à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O evento contou com a presença de parlamentares do Novo, como Adriana Ventura e Marcel Van Hattem, além de integrantes da equipe econômica do governo Bolsonaro, incluindo Paulo Guedes.
A elaboração do plano de governo teve participação de nomes como Tiago Mitraud, Felipe D’Avila e Christian Lohbauer. Zema também levou para a pré-campanha aliados de sua gestão em Minas Gerais, reforçando a equipe que deve atuar na construção de sua candidatura.