EUA ampliam sistema de vistos prioritários para torcedores da Copa do Mundo de 2026
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 16 de abril de 2026 às 16:09 | Atualizado há 2 meses
Governo norte-americano reforça que ingresso não garante entrada no país | Foto: Richard Sellers/Getty Images
O governo dos Estados Unidos anunciou a expansão de um sistema que prioriza o agendamento de vistos para torcedores interessados em acompanhar a Copa do Mundo de 2026. A iniciativa já está disponível no Brasil. Ela tem como objetivo agilizar as entrevistas consulares para quem já garantiu ingressos para o torneio.
Batizado de Fifa Pass, o programa foi lançado em novembro de 2025, durante um evento na Casa Branca com a presença do então presidente Donald Trump e do presidente da Fifa. Na ocasião, foi informado que portadores de bilhetes teriam acesso facilitado ao sistema de marcação de entrevistas.
A medida voltou a ser destacada recentemente como parte da organização do Mundial. O evento será realizado a partir de junho de 2026, com jogos distribuídos entre Estados Unidos, México e Canadá.
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Exigências para o visto seguem inalteradas
Mesmo com a prioridade no agendamento, as regras para obtenção do visto norte-americano permanecem as mesmas. O governo reforça que todos os solicitantes continuam sujeitos à análise consular e ao cumprimento dos critérios legais exigidos para aprovação.
O visto mais comum para esse tipo de viagem é o B1/B2. A categoria B1 contempla compromissos profissionais, como reuniões, eventos e treinamentos de curta duração. Já o B2 é destinado a turismo, visitas pessoais, tratamentos de saúde e outras atividades recreativas.
Em geral, o documento é emitido de forma combinada e permite múltiplas entradas no país, com validade que pode chegar a 10 anos. Ainda assim, o período de permanência em cada viagem é definido pelas autoridades de imigração no momento da entrada, normalmente limitado a até seis meses.
O governo norte-americano também faz um alerta: possuir ingresso para a Copa do Mundo não assegura a entrada no país. De acordo com o Departamento de Estado, mais de 500 funcionários consulares foram mobilizados em todo o mundo para dar conta do aumento na demanda por vistos.
O secretário de Estado, Marco Rubio, já havia reforçado que o ingresso não substitui o visto. Ele serve apenas como um mecanismo para agilizar o agendamento da entrevista.