Acordo com EUA garante preços mínimos e impulsiona mineradora goiana Serra Verde, em Minaçu
Redação Online
Publicado em 21 de abril de 2026 às 16:05 | Atualizado há 2 meses
Vista aérea da estrutura industrial da mineradora Serra Verde em Minaçu, no Norte de Goiás
A mineradora goiana Serra Verde passou a contar com garantia de preços mínimos para disprósio e térbio após aquisição pela empresa americana USA Rare Earth, medida que ampliou previsibilidade de receitas e reduziu riscos ao longo do ciclo produtivo. O presidente da companhia, Ricardo Grossi, afirmou que contratos com valores mínimos corrigiram distorções históricas de mercado e criaram base financeira mais estável para expansão das operações. A compra foi anunciada nesta segunda-feira (20/04), com valor estimado em US$ 2,8 bilhões.
A estrutura operacional localizada em Minaçu, no Norte de Goiás, permaneceu sob comando de equipe brasileira, responsável pela condução da fase inicial de aumento gradual da produção. Planejamento industrial previu alcance de cerca de 6,4 mil toneladas de óxidos de terras raras até o fim de 2027, com análise posterior sobre possibilidade de duplicação da capacidade instalada.
A totalidade da produção inicial do projeto Pela Ema ficou comprometida com empresa de propósito específico vinculada ao governo dos Estados Unidos por período de 15 anos. Acordo limitou atendimento imediato de eventuais demandas nacionais, embora direção da companhia tenha indicado ampliação futura de mercados após evolução operacional e expansão produtiva.
Elementos classificados como terras raras integraram cadeias industriais ligadas à fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Executivos destacaram relevância estratégica desses minerais no cenário internacional e apontaram fortalecimento do projeto goiano como etapa relevante para inserção global do Brasil nesse segmento.
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