Ginecologista investigado por abusar sexualmente de pacientes é preso em Goiás
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 23 de abril de 2026 às 17:57 | Atualizado há 3 meses
Caso já soma 20 denúncias de pacientes contra o ginecologista | Foto: Reprodução
Foi preso nesta quarta-feira (23) o ginecologista Marcelo Arantes, investigado por suspeita de estupro de pacientes em Goiânia e Senador Canedo. A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia.
Marcelo é investigado por estupro de vulnerável. Até o momento, 20 mulheres o denunciaram, sendo 12 delas em Senador Canedo. A Polícia Civil apura que os casos teriam ocorrido em diferentes períodos e locais.
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Investigações e denúncias
As investigações apontam um caso ocorrido em 2017, em Senador Canedo, além de outros registros em Goiânia, entre 2022 e 2023, em uma clínica particular no Setor Campinas. Segundo a apuração, as vítimas relatam que os abusos aconteciam durante consultas, após o médico conquistar a confiança das pacientes.
Em um dos casos, a vítima relatou ter sido abusada mesmo estando acompanhada da filha no consultório. Segundo a delegada responsável pelo caso, Amanda Menuci, o médico não teria se intimidado com a presença de outra pessoa durante o atendimento.
Para a investigadora, o comportamento do médico apresenta características de atuação predatória. A divulgação da identidade e da imagem do investigado foi autorizada pela Polícia Civil com o objetivo de localizar possíveis novas vítimas. Após a exposição, o número de denúncias aumentou de cinco para 20 registros.
Atuação médica e posicionamento do Cremego
Marcelo Arantes atuava como ginecologista há quase 30 anos, com especialização em reprodução humana. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) suspendeu o registro profissional por determinação judicial.
O órgão informou que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas e tramitam em sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional. O Cremego também solicitou esclarecimentos ao responsável técnico da unidade citada nas denúncias.