Filho de vereador é suspeito de abuso sexual de menina e de agredir a mãe da vítima
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 29 de abril de 2026 às 14:58 | Atualizado há 2 meses
Filho de vereador de Joaquim Gomes (AL) é investigado por suspeita de violência sexual e agressão | Foto: Arquivo Pessoal/Cícero Companheiro
As autoridades policiais investigam Emanuel Lucas, de 19 anos, filho do vereador de Joaquim Gomes Cícero Ferreira de Lima, conhecido como Cícero Companheiro (PSDB), por suspeita de estuprar uma adolescente de 12 anos e agredir fisicamente a mãe dela. O caso teria ocorrido na última terça-feira (28), e a Polícia Civil de Alagoas informou que solicitou exame pericial de conjunção carnal para verificar os fatos relatados na denúncia.
De acordo com informações do 14º Batalhão de Polícia Militar de Alagoas, a mãe da vítima teria presenciado o momento da violência e acabou sendo agredida pelo suspeito, que fugiu do local em seguida. O comandante da unidade, major Adriano Levy Monteiro, afirmou que, após o ocorrido, o vereador foi até a residência das vítimas e teria tentado intimidá-las para que não formalizassem a denúncia.
Segundo o policial, quando a equipe chegou ao endereço, a criança já havia sido levada para outro local como forma de proteção. A mãe relatou aos agentes que também sofreu agressões físicas. A vítima foi encaminhada ao Hospital da Mulher de Maceió, onde passou por exames de corpo de delito.
Vereador nega acusações e fala em perseguição
Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador negou as acusações e afirmou ser alvo de perseguição. Ele criticou publicações em redes sociais e disse que tanto ele quanto o filho estariam sendo expostos de forma indevida. “A minha indignação com essas páginas do Instagram que usam a imagem tanto do meu filho como a minha para levantar calúnias”, declarou.
O vereador também apresentou sua versão sobre o episódio. Segundo ele, a mãe da criança teria apenas visto o filho conversando com a menor no sofá. Ele afirma que, nesse momento, a mulher teria arremessado uma garrafa que acabou quebrando e atingindo a cabeça do jovem. “Ela teria, nesse momento, jogado uma garrafa que quebrou e atingiu a cabeça do meu filho”, relatou, alegando ainda que as informações divulgadas estariam sendo distorcidas.

Cícero Companheiro afirmou também que o filho não está foragido, embora ainda não tenha sido detido ou intimado pela polícia. “Ainda não fomos intimados. Se nos procurarem, estarei pronto para levá-lo à delegacia. Estamos prontos para colaborar”, disse. O vereador acrescentou que pretende colaborar com as investigações.