Faltam 41 dias: Copa do Mundo de 2026 deve ser a mais lucrativa da história da Fifa
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 30 de abril de 2026 às 15:03 | Atualizado há 2 meses
Fifa projeta crescimento expressivo nas receitas da Copa do Mundo de 2026 | Foto: Cristopher Rogel Blanquet/Getty Images
Faltam 41 dias para a Copa do Mundo de 2026, e o DM Online segue com sua série especial de contagem regressiva para o maior torneio de futebol do planeta. Nesta edição, o destaque é o impacto do novo formato da competição e o aumento das receitas projetadas pela Fifa para o Mundial.
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A Fifa estima que a Copa do Mundo de 2026 será a edição mais lucrativa da história do futebol, com projeção de receitas em torno de 13 bilhões de dólares no ciclo financeiro que antecede e inclui o torneio. De acordo com relatório da entidade analisado pelo jornal The Guardian, cerca de 9 bilhões de dólares devem ser gerados apenas no ano da competição.

O Mundial será disputado pela primeira vez em três países simultaneamente: Estados Unidos, México e Canadá. A combinação entre ampliação de mercado e novo formato competitivo coloca o torneio em um patamar financeiro superior ao de edições anteriores.
Direitos de transmissão impulsionam faturamento recorde
A principal fonte de receita segue sendo a venda de direitos de transmissão. A Fifa projeta que os contratos globais ultrapassem os valores obtidos em ciclos anteriores, impulsionados especialmente pelo aumento do número de partidas e pela maior oferta de conteúdo.

Com a expansão do torneio de 32 para 48 seleções, o total de jogos subirá de 64 para 104. Esse crescimento amplia significativamente o volume de programação disponível para emissoras de televisão e plataformas digitais, o que fortalece a valorização comercial do evento.
A entidade também tem ampliado sua atuação em novos formatos de mídia, incluindo transmissões parciais, conteúdos exclusivos e estratégias voltadas para redes sociais, com foco em públicos mais jovens e consumo digital.
Ingressos e hospitalidade reforçam receita global
A venda de ingressos e pacotes de hospitalidade deve representar uma receita próxima de 3 bilhões de dólares. A demanda global levou a Fifa a adotar modelos de precificação dinâmica, em que os valores variam conforme o interesse do público.
Para a final, marcada para o MetLife Stadium, nos Estados Unidos, ingressos chegaram a ultrapassar 10 mil dólares em categorias específicas, embora também existam opções mais acessíveis. Segundo a entidade, foram registrados mais de 500 milhões de pedidos para cerca de 7 milhões de ingressos disponíveis.

Os contratos de patrocínio também devem alcançar nível recorde, com estimativa de cerca de 2,7 bilhões de dólares. Grandes marcas globais seguem entre os principais parceiros, refletindo o forte apelo comercial da Copa do Mundo.
Destinação dos recursos e críticas ao modelo
A Fifa afirma que pretende reinvestir a maior parte da arrecadação no desenvolvimento do futebol mundial. A projeção é de que cerca de 11,67 bilhões de dólares sejam destinados a programas esportivos, apoio a federações nacionais e confederações continentais, além da organização de outras competições.
A premiação do torneio também foi ampliada e deve chegar a aproximadamente 871 milhões de dólares, distribuídos entre as seleções participantes.
Apesar do faturamento recorde, o modelo financeiro da competição segue sendo alvo de críticas. Cidades-sede e federações apontam desequilíbrios na distribuição das receitas, já que a Fifa concentra grande parte dos ganhos com direitos comerciais, ingressos e patrocínios, enquanto governos locais arcam com custos elevados de infraestrutura, segurança e logística.