Profissionais da Educação iniciam greve e realizam manifestação em Goiânia
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 12 de maio de 2026 às 14:19 | Atualizado há 2 meses
Servidores da educação de Goiânia realizam manifestação durante greve na capital | Foto: Reprodução/Sintego
Profissionais da rede municipal de Educação de Goiânia iniciaram uma greve e realizaram uma manifestação nesta terça-feira (12). O movimento foi organizado pela categoria como forma de reivindicar melhorias na rede de ensino, valorização profissional, implantação de plano de carreira para servidores administrativos, definição da data-base de 2026 e ampliação das políticas de inclusão escolar.
A concentração ocorreu no Cepal do Setor Sul, onde educadores, pedestres e motoristas foram impactados pela mobilização. A partir do local, integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) seguiram em caminhada por diferentes regiões da capital. Durante o percurso, mantiveram diálogo com trabalhadores da educação e com a comunidade escolar.
A manifestação foi encerrada na sede do Ministério Público de Goiás (MPGO), onde o sindicato solicitou intervenção do órgão na rede municipal de ensino diante das demandas apresentadas pela categoria. De acordo com o Sintego, houve avanços no processo de negociação. Como resultado, houve o encaminhamento de um projeto referente ao reajuste do piso salarial para a Câmara Municipal de Goiânia.
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O sindicato informou ainda que permanece aberto ao diálogo com o Paço Municipal, com o objetivo de avançar nas negociações e buscar o encerramento do movimento. A greve deve seguir até o dia 19. Nesse período, ocorrem ações de mobilização nas unidades escolares e atividades de divulgação, como panfletagem em diferentes pontos da cidade.
Posicionamento da Secretaria Municipal de Educação
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que acompanha o cumprimento de uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) relacionada à paralisação. A determinação judicial estabelece a manutenção mínima de 70% dos servidores em atividade, especialmente na Educação Infantil e nos serviços de alimentação escolar. Além disso, determina a apresentação de um plano de continuidade das atividades em até 24 horas, prazo que venceu ao meio-dia desta terça-feira (12).
A decisão também reforça que o direito de greve não é absoluto, devendo respeitar a continuidade dos serviços públicos e o interesse coletivo. Ademais, proíbe ações que impeçam o funcionamento das escolas ou o acesso a prédios públicos, sob pena de multa diária.
A SME informou que cerca de 11% das unidades educacionais foram afetadas pela paralisação nesta terça-feira, mas reforçou que mantém abertura para negociação com a categoria. Segundo a pasta, a prioridade é garantir a continuidade das aulas e o atendimento aos estudantes da rede municipal.