Conversas de Flávio Bolsonaro com Vorcaro geram reações entre pré-candidatos à Presidência
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 14 de maio de 2026 às 14:07 | Atualizado há 2 meses
Candidatos à Presidência comentam polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, afirmou nesta quarta-feira (13) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) precisa prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias envolvendo um pedido de recursos feito ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, com o objetivo de financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A manifestação ocorre após a divulgação de conversas atribuídas a Flávio e Vorcaro pelo site Intercept Brasil. O empresário, que está preso e é investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, aparece nos diálogos citados na reportagem. O senador confirmou a existência das conversas, mas negou qualquer irregularidade.
Caiado cobra explicações e defende transparência
Caiado afirmou que o parlamentar deve responder publicamente aos questionamentos envolvendo o financiamento do projeto audiovisual e suas relações com o dono do Banco Master. Segundo ele, situações que envolvam grandes valores e instituições financeiras exigem total transparência.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Ronaldo Caiado disse que não atua de forma “oportunista”, mas ressaltou que eventuais falhas pessoais devem ser tratadas individualmente por quem for citado ou denunciado. Caiado também reforçou que, no campo da oposição ao presidente Lula, a prioridade deve ser a unidade política com foco nas eleições.
“O objetivo principal é não mudar o foco, e o foco é derrotar Lula”, afirmou.
Reações de Romeu Zema
As declarações de Caiado contrastam com a posição do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), também pré-candidato à Presidência. Em publicação nas redes sociais, Zema classificou como “imperdoável” a cobrança de recursos feita por Flávio a Vorcaro, afirmando que o episódio representa “um tapa na cara dos brasileiros”. Ele também criticou o que chamou de incoerência entre discursos anticorrupção e práticas políticas.
Já o pré-candidato do partido Missão, Renan Santos, afirmou que as denúncias não são surpreendentes e associou o senador a outras investigações, dizendo que “onde há escândalo de corrupção, há Flávio Bolsonaro”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado político de Flávio, preferiu não comentar o caso, afirmando que o tema não seria pauta no momento.
Valores e investigação citados na reportagem
Segundo a reportagem do Intercept Brasil, documentos e mensagens apontam que cerca de US$ 10,6 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 61 milhões, teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 para a produção do filme “Dark Horses”, projeto citado nas conversas divulgadas.
O caso segue repercutindo entre lideranças políticas e pré-candidatos da direita, ampliando a pressão por esclarecimentos públicos sobre o episódio.