Política

Flávio Bolsonaro pede suspensão de pesquisa Atlas/Bloomberg no TSE

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 19 de maio de 2026 às 12:24 | Atualizado há 2 meses

Flávio Bolsonaro acionou o TSE para tentar barrar divulgação de pesquisa Atlas/Bloomberg | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/CP
Flávio Bolsonaro acionou o TSE para tentar barrar divulgação de pesquisa Atlas/Bloomberg | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/CP

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a suspensão da divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg que mostra queda de seis pontos nas intenções de voto do pré-candidato à Presidência, em cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pré-campanha afirma que o questionário da pesquisa “teria sido estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro”. O bolsonarista sustenta ainda que a disposição das perguntas e temas, com “uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados”.

O questionamento é feito após divulgação de um áudio do senador pedindo dinheiro ao então banqueiro Daniel Vorcaro.

Áudio foi exibido aos entrevistados

A pesquisa ouviu 5.032 eleitores do dia 13, quando os diálogos entre Flávio e Vorcaro foram revelados, ao dia 18. O levantamento questionou os eleitores se eles ficaram sabendo do conteúdo, e 95,6% respondeu positivamente.

De acordo com o questionário disponibilizado pela Atlas no Tribunal Superior Eleitoral, o conteúdo do áudio de fato foi exibido aos entrevistados, mas somente como último item da pesquisa. Os eleitores que colaboraram para o levantamento foram submetidos a 48 perguntas.

Na última, os entrevistados analisaram um vídeo com o áudio e podiam arrastar para a direita quando estivessem “avaliando de forma mais positiva” e para esquerda quando estiverem “avaliando de forma mais negativa o conteúdo”. A peça tinha imagens de Flávio e Vorcaro, para ilustrar o diálogo.

“A pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação público”, afirmou a campanha de Flávio. O grupo argumenta que o levantamento não apenas mediu a opinião dos eleitores, mas apresentou “estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral”.

Representação pede investigação

A representação também pede a apuração de possível prática de crime eleitoral.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026 e tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos. (Augusto Tenório/Carolina Linhares/FOLHAPRESS)


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