Política

Prisão de Zander faz Léia Klébia retomar mandato na Câmara de Goiânia

Léo Carvalho

Publicado em 26 de maio de 2026 às 13:49 | Atualizado há 2 meses

Com a prisão de Zander Fábio na Operação Cultura Em(Cena), Léia Klébia reassume cadeira na Câmara Municipal de Goiânia | Foto: Mariana Capeletti/Marcello Dantas
Com a prisão de Zander Fábio na Operação Cultura Em(Cena), Léia Klébia reassume cadeira na Câmara Municipal de Goiânia | Foto: Mariana Capeletti/Marcello Dantas

Com a prisão do vereador em exercício Zander Fábio (Podemos) durante a Operação Cultura Em(Cena), da Polícia Civil de Goiás (PCGO), a vereadora Léia Klébia (Podemos) deve reassumir a cadeira na Câmara Municipal de Goiânia. Titular do mandato, ela havia se licenciado do cargo, abrindo espaço para que Zander ocupasse a vaga no Legislativo municipal.

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O presidente do Podemos em Goiás e deputado federal Glaustin da Fokus, que participa nesta terça-feira (26) do Encontro dos Pescadores, em Itumbiara, afirmou que o partido acompanha o andamento das investigações envolvendo o vereador e ex-secretário municipal de Cultura Zander, preso durante operação policial.

Segundo o parlamentar, a legenda vai aguardar a conclusão dos fatos para qualquer avaliação ou deliberação futura sobre o caso.

A operação, deflagrada nesta terça-feira, é conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) e investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos ligados à área cultural da Capital. Além da prisão de Zander, os policiais cumpriram mandados no escritório do ex-vereador Leandro Sena.

Nos bastidores da Câmara, parlamentares admitem desgaste para a imagem da Casa diante da repercussão do caso. Na tribuna, o vereador Fabrício Rosa (PT) afirmou que a prisão não causou surpresa e citou investigações anteriores envolvendo os alvos da operação. “Esse vereador usurpou a função pública e atacou a confiança da população nesta Casa”, declarou.

Já o vereador Markim Goya (PRD) reconheceu o impacto negativo da operação para o Legislativo, mas defendeu cautela e afirmou que os fatos ainda precisam ser esclarecidos pelas autoridades.

Em nota, a Câmara Municipal informou que não é alvo da investigação e que acompanha o caso. “O Poder Legislativo não é citado nem é parte da investigação”, diz o posicionamento.

Procurada, Léia Klébia informou que não irá comentar o assunto neste momento em razão do andamento das investigações.


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