WePink faturou R$ 1,3 bilhão em 2025 e Virginia Fonseca entrou no radar do Coaf
Léo Carvalho
Publicado em 3 de junho de 2026 às 11:28 | Atualizado há 12 horas
Maior influenciadora digital do Brasil, Virginia viu seu nome reaparecer no noticiário após a Piauí revelar detalhes de relatórios do Coaf que embasam investigação da PF | Foto: Divulgação
A influenciadora Virginia Fonseca passou a ser investigada pela Polícia Federal (PF) após a identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas em relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As informações foram reveladas pela Revista Piauí em reportagem assinada pelos jornalistas João Batista Jr. e Alessandra Medina.
Segundo a publicação, a investigação ganhou força após a análise de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) que também foram utilizados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, instalada no Senado Federal para apurar possíveis irregularidades envolvendo plataformas de apostas esportivas.
Criada em novembro de 2024, a CPI encerrou seus trabalhos em 12 de junho de 2025 sob forte pressão do setor de apostas. Pela primeira vez em uma década, o relatório final de uma CPI foi rejeitado pelos senadores. O documento, elaborado pela relatora Soraya Thronicke (PSB-MS), tinha 541 páginas e recomendava o indiciamento de 16 pessoas, entre elas Virginia Fonseca.
De acordo com a Piauí, os relatórios do Coaf apontaram operações financeiras que despertaram alertas das instituições bancárias. Em um dos casos citados pela revista, uma empresa ligada à influenciadora recebeu, entre março e setembro de 2024, 62 transferências por Pix e TED que totalizaram mais de R$ 21 milhões.
A publicação afirma ainda que, embora Virginia tenha escapado das consequências da CPI após a rejeição do relatório, o conteúdo dos RIFs motivou a abertura de uma investigação pela Polícia Federal. Procurada pela revista, a influenciadora negou qualquer irregularidade em suas movimentações financeiras.
A reportagem também reconstrói a trajetória da empresária e criadora de conteúdo, desde o início de sua carreira nas redes sociais, em 2017, até se tornar uma das maiores influenciadoras digitais do país. Atualmente, Virginia reúne mais de 56 milhões de seguidores no Instagram e participa de diversos empreendimentos empresariais.
Entre os principais negócios da influenciadora está a WePink, marca de cosméticos que faturou R$ 1,3 bilhão em 2025. Segundo a Piauí, a empresa também aparece entre os alvos das apurações após a identificação de movimentações financeiras consideradas atípicas pelos órgãos de controle.
A revista destaca ainda que a origem da WePink antecede a entrada de Virginia no negócio e afirma que a trajetória da empresa é cercada por questionamentos que também passaram a integrar o foco das investigações.
Procurada pela revista Piauí, Virginia Fonseca negou qualquer irregularidade em suas movimentações financeiras. A reportagem do Diário da Manhã também tentou contato com a assessoria da influenciadora para obter um posicionamento sobre as informações divulgadas pela revista, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.