Sem espaço com Ancelotti: até quando Endrick seguirá no banco da Seleção?
Léo Carvalho
Publicado em 16 de junho de 2026 às 09:19 | Atualizado há 2 horas
Endrick observa a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do banco de reservas | Foto: Reprodução/Twitter/X
Até quando Endrick ficará sem espaço na Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti? A ausência do atacante na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 voltou a colocar em xeque o papel do jovem de 19 anos na equipe. Mesmo cercado de expectativa, ele permaneceu no banco durante todo o empate em 1 a 1 com o Marrocos, enquanto o treinador italiano optou por outras alternativas para o setor ofensivo.
A teimosia de Ancelotti e a insistência em ver o futuro repetir o passado chamaram atenção porque Endrick vinha de boas atuações pelo Lyon, da França, e também com a camisa da Seleção Brasileira, sendo apontado por parte da torcida como uma opção capaz de aumentar o poder ofensivo da equipe ao longo da partida.
Após o jogo contra Marrocos, Ancelotti evitou comentar a situação individual do jogador. Questionado sobre a ausência de Endrick, o treinador preferiu não detalhar suas escolhas e reforçou que suas decisões são tomadas com base no conjunto da equipe. “Eu não estou aqui para falar individualmente de um jogador. Falo da equipe”, respondeu o treinador durante a entrevista coletiva.
A declaração, porém, não encerrou os debates. Pelo contrário. A decisão foi interpretada por parte da imprensa esportiva como mais um capítulo de uma relação profissional marcada por exigências e cobranças ao jovem atacante.

A relação profissional entre treinador e jogador já havia sido marcada por dificuldades para a conquista de espaço durante a passagem de ambos pelo Real Madrid. Contratado como uma das principais promessas do futebol mundial, Endrick encontrou forte concorrência no elenco merengue e teve participação limitada em boa parte da temporada sob o comando do italiano.
Em abril de 2025, Ancelotti chegou a fazer uma cobrança pública ao atacante após uma partida do Campeonato Espanhol. Na ocasião, criticou uma decisão tomada pelo brasileiro durante uma jogada ofensiva e afirmou que, em determinadas situações, o atleta precisava atuar de forma mais objetiva. A declaração repercutiu na imprensa espanhola e gerou questionamentos sobre o grau de confiança do treinador no jovem jogador.
Embora também tenha feito elogios ao potencial de Endrick em diferentes momentos, Ancelotti raramente o colocou entre as principais opções ofensivas da equipe madrilenha.
Agora, na Seleção Brasileira, o cenário parece repetir-se.
Informações divulgadas por veículos especializados apontam que Endrick aparece atrás de outros nomes na hierarquia ofensiva estabelecida pelo treinador. Luiz Henrique e Matheus Cunha estariam à frente do atacante nas opções para o ataque, mesmo sem possuírem o mesmo status de promessa ou projeção internacional do ex-jogador do Palmeiras.
A situação gera questionamentos porque Endrick foi um dos atletas mais destacados da renovação promovida pela Seleção nos últimos anos. Desde a estreia pelo time principal, acumulou gols importantes e consolidou-se como um dos nomes mais promissores do futebol brasileiro.
Ainda assim, o início da Copa sugere que o atacante precisará disputar espaço em condições menos favoráveis do que muitos imaginavam quando Ancelotti assumiu o comando da equipe nacional.
O próximo compromisso do Brasil poderá indicar se a ausência do jogador foi apenas circunstancial ou se reflete uma convicção mais profunda do treinador sobre a ordem de preferência para o setor ofensivo.
Por enquanto, os fatos mostram que, tanto no Real Madrid quanto na Seleção Brasileira, Endrick ainda busca convencer Carlo Ancelotti de que merece um papel mais relevante dentro da equipe.