Cotidiano

Aparelhos antigos de raio-X encontrados em ferro-velho de Anápolis mobilizam CNEN

Redação Online

Publicado em 19 de junho de 2026 às 14:37 | Atualizado há 1 hora

CNEN descarta risco radiológico em aparelhos achados em Anápolis | Foto: Reprodução
CNEN descarta risco radiológico em aparelhos achados em Anápolis | Foto: Reprodução

A descoberta de antigos aparelhos de raio-X em um ferro-velho de Anápolis mobilizou órgãos de fiscalização e provocou preocupação entre moradores da região. Os equipamentos, armazenados em quatro caixas, foram localizados após uma denúncia anônima encaminhada à Prefeitura. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, os aparelhos datam da década de 1960.

Após a confirmação de que os itens pertenciam a sistemas de radiologia, equipes da Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizaram uma operação no local. Como medida preventiva, a área foi isolada até a conclusão das análises técnicas.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foi acionada para avaliar possíveis riscos. Técnicos especializados efetuaram medições nos equipamentos e não identificaram emissão de radiação gama. O resultado afastou a possibilidade de contaminação e trouxe tranquilidade às equipes envolvidas na ocorrência.

De acordo com relatos apresentados durante a fiscalização, os aparelhos chegaram ao ferro-velho há aproximadamente dez anos após a aquisição de um lote oriundo de Brasília. A suspeita é de que os equipamentos tenham sido fabricados nos Estados Unidos e destinados originalmente ao Vietnã durante o período da guerra travada entre os dois países.

Com a ausência de risco radiológico confirmada pela CNEN, a responsabilidade pelo descarte adequado dos equipamentos deve ficar sob coordenação da Vigilância Sanitária de Anápolis. Até a conclusão dos procedimentos, a área permanece interditada por precaução.

A ocorrência também reacendeu a memória do acidente com o Césio-137, registrado em Goiânia em 1987. O episódio, considerado um dos maiores acidentes radiológicos do mundo fora de instalações nucleares, voltou ao debate público recentemente após produções audiovisuais relembrarem a tragédia e seus impactos para a população goiana.


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