Enquanto Messi, Mbappé e CR7 batem recordes, Neymar segue sem protagonismo na Copa de 2026
Léo Carvalho
Publicado em 23 de junho de 2026 às 16:38 | Atualizado há 2 horas
Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, Neymar ainda não estreou na Copa de 2026 | Foto: CBF
A Copa do Mundo de 2026 tem servido de palco para a consagração definitiva de alguns dos maiores nomes da história recente do futebol. Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé chegaram ao torneio cercados por expectativas e, até aqui, responderam em campo com gols, marcas históricas e novos recordes. Entre os grandes astros da atual geração, porém, um nome ainda aguarda o momento de decolar: Neymar.
Aos 34 anos, o camisa 10 da Seleção Brasileira disputa aquela que pode ser sua última Copa do Mundo. Diferentemente dos principais concorrentes de sua era, ele ainda não conseguiu deixar uma marca individual relevante nesta edição. Enquanto isso, os demais protagonistas seguem ampliando números que já pareciam inalcançáveis.

Messi vive talvez o capítulo mais impressionante de sua trajetória. O argentino chegou a 18 gols em Copas do Mundo e se tornou o maior artilheiro da história da competição, ultrapassando o alemão Miroslav Klose, Ronaldo Fenômeno e o rei Pelé. Na atual edição, já soma cinco gols em apenas duas partidas e continua ampliando uma coleção de recordes construída ao longo de duas décadas.
Mbappé também segue em ritmo avassalador. O francês alcançou 16 gols em Mundiais, número obtido em apenas três participações. Aos 27 anos, ele aparece como principal candidato a ameaçar a marca de Messi e consolidar seu nome entre os maiores artilheiros que o torneio já viu.

Cristiano Ronaldo, por sua vez, escreveu mais um capítulo histórico ao marcar em sua sexta Copa do Mundo diferente. O português chegou aos 10 gols em Mundiais e reforçou uma longevidade sem precedentes entre os grandes atacantes do futebol internacional. CR7 alcançou a marca após a vitória de Portugal por 2 a 0 sobre o Uzbequistão, nesta terça-feira (23), partida em que foi o autor dos dois gols da seleção portuguesa.
Nesse cenário, Neymar ainda busca seu espaço. O brasileiro soma oito gols em Copas do Mundo, distribuídos em três edições do torneio. Embora esteja distante dos números alcançados por Messi, Mbappé e Cristiano Ronaldo na competição, sua grande marca permanece ligada à Seleção Brasileira. Neymar é o maior artilheiro da história do Brasil, superando Pelé e ocupando sozinho o topo da lista de goleadores da equipe nacional.

A expectativa em torno do camisa 10 permanece alta justamente porque esta Copa reúne uma geração que dificilmente voltará a ser vista em conjunto. Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Mbappé, Harry Kane, Mohamed Salah, Kevin De Bruyne e outros protagonistas ajudaram a definir o futebol das últimas duas décadas. Muitos deles estão disputando seus últimos grandes torneios internacionais, enquanto uma nova safra de talentos começa a assumir o protagonismo mundial.
Por isso, a Copa de 2026 tem um significado especial. Mais do que a disputa pelo título, ela representa a despedida gradual de uma geração rara, formada por atletas que estão quebrando recordes, dominando premiações individuais e marcando época em clubes e seleções.
Até aqui, quase todos os gigantes dessa era já encontraram seu momento de brilho nos gramados dos Estados Unidos, Canadá e México. Neymar, entretanto, ainda aguarda a partida que pode recolocá-lo no centro das atenções e evitar que sua última dança em Copas seja lembrada apenas como uma participação discreta em meio ao desfile de recordes dos seus maiores rivais.
