Banco de Edir Macedo é alvo de operação da PF contra fraudes no sistema financeiro
Redação Online
Publicado em 23 de junho de 2026 às 21:17 | Atualizado há 1 hora
Edir Macedo assumiu o controle integral do banco Digimais em 2020 | Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23/06) a Operação Miragem contra supostas fraudes no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo. Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.
A decisão judicial autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. A suspeita é de que o banco tenha usado fundos de investimentos para ocultar sua real situação econômico-financeira.
As investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição e aparentar solvência perante os órgãos de controle.
Os investigados poderão responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986.
Segundo o Estadão, entre os alvos estão dirigentes do Digimais, como o bispo João Urbaneja e seu filho Thiago Urbaneja. O bispo Edir Macedo não foi alvo de buscas por morar fora do Brasil.
Em abril, o BTG Pactual confirmou ter assinado acordo para adquirir o Digimais. Segundo fonte próxima ao caso, a chance da operação ser finalizada diminuiu drasticamente, pois as condições não foram cumpridas.